Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

16
Mai 12

Há, nesta atitude, qualquer coisa de baixos sentimentos que habita no interior da dimensão humana. É uma atitude que mais do que indignação me suscita uma reação de incredulidade. Como é possível?

publicado por José Manuel Constantino às 17:46

15
Mai 12

Os que apontam que a Europa, mais do que uma crise financeira e das dívidas soberanas vive uma crise de politicas e de liderança na construção do projeto europeu, parecem ter razão. Se a vontade europeia se resumiu durante muito tempo à adição das vontades de Merkel e Sarkozy  o gesto de  Hollande de escolher Merkel para fazer  a primeira visita de Estado é um péssimo sinal. E é sobretudo um gesto que contraria tudo o que andou a dizer sobre o projecto europeu assente a na solidariedade entre todos países e na igualdade de manifestação de vontades.

publicado por José Manuel Constantino às 21:51

14
Mai 12

O que sabemos sobre os bastidores da vida pública é bem menor do que imaginamos. E não me refiro a matérias que pela sua natureza pertencem a um círculo restrito de conhecimento. Mas aquelas que não estando classificadas como reservadas marcam a vida de uma democracia. Se a degradação das relações de confiança entre governantes e governados já é grande o que seria se soubesse muito do que se não sabe? Se nos serviços de informação se passa o que tem sido divulgado o que se passará, em matéria de promiscuidade e tráfico de influências, em outros setores que pela sua natureza não têm a mesma reserva?

publicado por José Manuel Constantino às 11:06

11
Mai 12

Timidamente, quase que a pedir licença, sempre se vai dizendo, animados por alterações políticas na Europa, que muito do pensamento económico dominante trata a economia não como uma ciência social, mas como uma ciência exata. E, por via disso, colonizou a política. E esta deixou-se ficar refém da economia. Recolocar a economia real ao serviço da política obriga a reconhecer que o sucesso de uma economia não é uma estrada de sentido único.E que cabe à política escolher a direção.

 

publicado por José Manuel Constantino às 11:59

10
Mai 12

A atribuição, por parte do ministro Miguel Relvas, do Colar de Honra ao Mérito Desportivo ao agente de jogadores de futebol Jorge Mendes, também designado como empresário, é a prova de que eram infundadas as notícias do El País que davam a Ilha de Jersey como uma das sedes para os respetivos negócios.

publicado por José Manuel Constantino às 17:02

07
Mai 12

A fiscalidade portuguesa vem assumindo um papel negativo na economia…….Ao invés de favorecer uma actividade económica forte e sustentável, o actual sistema fiscal virou-se predominantemente para maximização da arrecadação de receita, ignorando os efeitos sobre a economia. Acabando por não servir nem a economia, nem as finanças públicas……. 

Em relação ao aumento das receitas fiscais, o esforço será feito sem aumento de impostos, baseando-se na melhoria da eficácia da administração fiscal, do combate à economia informal e à fraude e evasão fiscal, o que permitirá um alargamento da base tributável….A austeridade não deverá afectar o rendimento real disponível dos grupos mais desfavorecidos da nossa sociedade (nomeadamente pensionistas). 

O que deixamos à apreciação e ao escrutínio dos Portugueses resiste a qualquer teste de avaliação ou credibilidade. Tudo o [que] se propõe foi estudado, testado e ponderado. Consequentemente, as propostas são para levar a cabo e as medidas são para cumprir…….Também nisso queremos ser diferentes daqueles que nos governam e que não têm qualquer sentido de respeito pela promessa feita ou pela palavra dada. Assumimos um compromisso de honra para com Portugal. E não faltaremos, em circunstância alguma, a esse compromisso.

 

(Programa do PSD para as Legislativas de 2011)

publicado por José Manuel Constantino às 11:19

04
Mai 12

No seu habitual espaço de comentário na TVI 24, Luís Marques Mendes exultou com o facto de o grande acontecimento do 1º de Maio não terem sido as comemorações sindicais, mas as promoções do Pingo Doce. E aproveitou para classificar os sindicatos como entidades que não conseguem mobilizar os trabalhadores e com um discurso a que ninguém liga. Não me parece muito responsável desvalorizar e malhar nos sindicatos. Em momentos de crise social grave é bem preferível que as lutas, reivindicações e manifestações dos trabalhadores sejam enquadrados pelos sindicatos que por quaisquer outros grupos ou organizaçôes espontâneas. E os sindicatos são como os governos e os comentadores políticos :são os que temos.

publicado por José Manuel Constantino às 11:50

02
Mai 12

A coisa só agora começou. Depois do sucesso de ontem da cadeia de supermercados Pingo Doce é de aguardar com expectativa a resposta do seu mais direto competidor, o Continente.

publicado por José Manuel Constantino às 11:23

26
Abr 12

No 25 de abril de 74 houve vários 25 de Abril. O dos que conspiraram. O dos que ajudaram os que conspiraram. O do povo que se associou ao ato. E tudo o que começou a partir do momento em que Marcelo Caetano não quis entregar o poder a Salgueiro Maia e tiveram de ir buscar o general Spínola.Contrariamente a uma certa displicência, com que comentadores e cronistas tratam o tema, a narrativa do processo democrático então iniciado, está muito para além da motivação inicial do golpe militar. Um certo folclore associado à data permitiu que durante anos ela fosse sequestrada para comemorar não o máximo denominador comum –a liberdade- mas para questionar o  mínimo divisor comum -os resultados da  democracia. Só isso pode explicar que o presidente da Associação 25 de Abril possa dizer que a Assembleia da República já não representa os portugueses.

publicado por José Manuel Constantino às 15:15

25
Abr 12


38 Anos depois. Mais velho, porventura com menos idealismo. E uma boa menor dose de radicalismo. Mas feliz por ter vivido uma fase ímpar da história do meu país.Com muita emoção. Roubo ao Gonçalo M. Tavares o pedaço de um texto: tanto o vento como o sentir da paixão não mudaram e são os mesmos, naqueles tempos e agora. E hoje apetece-me repetir a palavra de ordem que então tantas vezes proferi: a luta continua!

publicado por José Manuel Constantino às 14:53

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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