Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

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Out 07

Os sinais estão a chegar:o governo iniciou a campanha eleitoral para 2009.A mesma  medida anunciada uma, duas e três vezes ;as “boas novas” em termos do orçamento do próximo ano inundam a comunicação social em vésperas do congresso do principal partido da oposição ;os anunciados descongelamentos na função pública; as acções de propaganda de meros actos de gestão, revelam uma atenção cuidada na mediatização da imagem do governo. Honra lhe seja reconhecida, que em matéria de comunicação o governo não brinca em serviço. As manifestações  às visitas do primeiro-ministro têm estragado um pouco a”festa da governação”.O modo como José Sócrates começou por reagir revelam o incómodo que lhe causam. Tentou emendar a mão quando desceu ao terreno na Covilhã fazendo doutrina sobre a “festa da democracia”, mas o erro já estava feito antes. Os activistas sindicais perceberam-no e não lhe vão largar o pé como já antes o tinham feito a Cavaco e Guterres. Mas o principal problema a curto prazo não vai estar aí, ou na oposição, mas em Belém. Cavaco não gosta de ser enganado e já o deu a entender em várias mensagens a última a partir dos Açores. O orçamento de Estado é um embuste em relação aos compromissos eleitorais de José Sócrates.A despesa com o funcionamento do Estado continua a subir e o controle do défice é obtido à custa da imputação fiscal. A economia não arranca. As relações entre as estruturas do governo e da presidência já tiveram melhores dias.E se a coabitação terminar bem mais cedo que o previsto ? 

 

publicado por José Manuel Constantino às 12:08

O que espanta é que o governador do banco de portugal não venha agora corrigir as contas do défice como fez no fim do governos psd/santana lopes, quando o governo decidiu contabilizar todas as dividas de curto e médio prazo a fim de limpar o passivo à custa do aumento do défice. Agora o défice de 3 % já pode excluir as dívidas porque o inefável e isento constâncio não tem nada a dizer. Num governo onde dos tribunais constitucional, supremo administrativo e de contas contas, banco de portugal , governo, assembleia e agora até o presidente da república são todos socialistas nada há a esperar ... a não ser o receio que o ministro das finanças esteja a mascarar a realidade o que é de todo possível já que não há ninguém isento que fiscalize o governo.
Dias a 14 de Outubro de 2007 às 19:12

Caro Dias

Deixe que lhe diga que discordo da rotulagem que fez sobre as instituições e seus responsáveis.
Pessoalmente acho que estes mesmos intervenientesnada nada têm de socialistas bem pelo contrário...
No meu entender acho que a questão não deve ser colocada pela orientação política, mas sim pela honestidade/desonestidade intelectual de cada um.
Branco a 16 de Outubro de 2007 às 10:05

Cavaco é manhoso e está preocupado por ter dado demasiada ênfase na cooperação com o governo. Ele queria apenas demonstrar que não queria sobrepor-se ao governo nem ser desleal e traiçoeiro como soares nas presidências abertas do fim de mandato. Não devemos ter ilusões: pode divergir mas não vai agir e apenas não quer ficar refém de insucessos. Deve saber que este ministro das finanças é habilidoso e não tem fama de tão competente nem tão confiável como se pretende fazer passar. No entanto quem tem amaral tomaz por perto também não pode abusar da mistificação, porque é difícil imaginar pessoa mais rigorosa e trabalhadora do que ele. Quanto a Cavaco não se sabe se ainda é tão adepto do rigor ou das suas conveniências políticas, porque Cavaco mudou muito durante os 10 anos em que governou - começou com rigor e competência e acabou a deixar fazer coisas inqualificáveis - é um mistério como ainda hoje fala bem a pessoas que não passam de verdadeiros escroques. Alguns nem foram ao congresso do psd do último fim de semana (Graças a Deus!).
Galego a 15 de Outubro de 2007 às 11:11

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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