Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

29
Out 07

Somos o país dos estudos, dos diagnósticos,dos planos edos livros brancos. Não que eles não sejam necessários. Mas há uma enorme fosso entre o que se diagnostica, o que se planeia e o que se concretiza. De cada vez que um novo estudo surge lá vem o festim do costume como se um estudo, por si só, fosse a salvação do país. Hoje anuncia-se mais um sobre a administração pública. Pela enésima vez lá surgem as banalidades habituais sobre as vantagens do sector privado, o número de funcionários públicos e sua assimétrica distribuição. Tudo com ar de novidade. Mas novidade que está gasta e ressequida. A crítica não é tanto pelo que gasta a estudar, mas pelo que se deixa por fazer.

publicado por José Manuel Constantino às 09:39

28
Out 07

A partir de hoje vários olhares sobre o desporto em: http://colectividadedesportiva.blogspot.com/

publicado por José Manuel Constantino às 15:15

26
Out 07

Com Santana Lopes, Sócrates vai ter um interlocutor no Parlamento do seu nível político e intelectual, escreve hoje no Público, em artigo de opinião, Luís Campos e Cunha antigo ministro das finanças do governo socialista. Elogio a Santana ou censura e desvalorização de Sócrates?

publicado por José Manuel Constantino às 15:24

Parece que há uma  regra de ouro das finanças públicas, pela qual o défice orçamental não deve ser superior ao valor do investimento público. De acordo com que leio, Portugal é o único país da zona euro que não vai respeitar este princípio. Mais ainda Portugal é também o único pais da mesma zona que regista desde 2003 uma redução do valor do investimento público. Em 2008 o peso percentual do investimento público no PIB será o menor dos últimos 30 anos. Um quadro desolador que reflecte a ineficiência das políticas de reforma do Estado o principal devorador da despesa pública primária. Por muito que custe a alguns cronistas do regime o problema não está do lado do investimento mal canalizado (Estádios do Euro, Expo e outras obras emblemáticas) mas do lado do despesismo da máquina do Estado. O festim continua e não há PRACE que lhe valha. Para quem tem dúvidas que visite, por exemplo, as delegações distritais do IPJ e do IDP que encerradas pela novas leis orgânicas daqueles institutos públicos, continuam, meses depois, abertas, sem direcção, sem trabalho, sem orientações e com os seus trabalhadores sem saberem que futuro os espera .Já não é apenas um problema de legalidade ou de economia de custos. É uma questão de bom senso e de respeito.

publicado por José Manuel Constantino às 10:14

25
Out 07

Luísa Mesquita nunca pautou a sua intervenção política pelo equilíbrio e a ponderação.Um ego enorme e uma indisfarçável vontade de dar nas vistas. Um radicalismo à Zita cuja evolução é conhecida. Estava escrito nas estrelas que o fim só podia ser este.O recuo profissional que tem não lhe interessa. Perde muito dinheiro e seria obrigada a fazer aquilo para que já não tem pachorra:dar aulas. O que sabe e gosta  de fazer é política. Argumenta, com o partido em que foi eleita, que o lugar no Parlamento e na Câmara Municipal de Santarém lhe pertence e não ao partido.A lei protege-a. Recusa-se, por isso, a sair como lhe pede o PCP. O colectivo que ela sempre idolatrou e defendeu não quer que se aplique ao seu caso. O direito que lhe assiste a manter os lugares para que foi eleita combina mal com as obrigações e responsabilidades que assumiu no partido em que milita e que a candidatou. E cujos regras Luísa Mesquita conhecia e não questionou.

publicado por José Manuel Constantino às 15:03

24
Out 07

Penso que não faz sentido recuar na perspectiva de referendo, a não ser que o "tratado constitucional" venha a ser substituído por um "minitratado" de âmbito puramente institucional” assim pensava Vital Moreira há uns meses atrás.

Os que defendem o referendo sobre o Tratado de Lisboa já experimentaram lê-lo? E acham que algum cidadão comum consegue passar da segunda página? Não será tempo de deixar de brincar aos referendos? assim pensa hoje Vital Moreira.

O que se alterou para Vital Moreira ter mudado tanto e em tão pouco tempo? Independentemente do que se pense sobre a questão substantiva, referendar ou não o novo tratado europeu, o que faz um homem informado e inteligente defender hoje uma coisa e amanhã o seu contrário. Que aconteceu desta vez? Vital, no seu tradicional registo épico-coimbrão, comporta-se como um típico intelectual orgânico. Sempre sectário e intolerante. E supostamente dono da verdade. No passado ao serviço do PCP. Hoje do PS. Tal como Zita, Lino, Isabel Pires de Lima, Osvaldo, Magalhães, Narciso ou Pina Moura.Com percursos diferentes, mas uma mesma característica, pouco vulgar em ex-comunistas com elevadas responsabilidades políticas: a súbita mudança de opiniões, de campo político e de família partidária. Sem luto ou período de nojo. A dúvida é legítima: por convicção ou carreira?

 

publicado por José Manuel Constantino às 09:39

23
Out 07

Com as vendas do Equador, Miguel Sousa Tavares, comprou uma casa no Alentejo e dedicou-se á caça, segundo confissão própria.Com a publicidade ao seu novo livro é bem provável que o pecúlio aumente porque poucos serão os que levam a sério o Vasco Pulido Valente. O curioso, no entanto, é que Miguel Sousa Tavares,  que  habitualmente é áspero nas críticas aos funcionários do regime, não consegue escrever e publicar sem deixar de recorrer ás lógicas do que ele próprio, aparentemente, não seria confesso adepto: entrevista aqui, publicidade acolá e no último fim-de-semana era revista do Expresso, Sábado e Visão com autorização de uma espreitadela ao ambiente intimo do escritor num misto de jornal das letras e revista Caras. Um bom exemplo de quem vive bem com o sistema, pese embora a sua pretensa exterioridade. Uma exterioridade que é mais de radicalidade discursiva do que de ruptura com as benfeitorias e facilidades concedidas a alguns dos que escrevem e que estão, quando precisam, disponíveis e dispostos a” falar de si”:”finalmente, estou a tornar-me escritor”diz com aparente certeza e pouca humildade.

publicado por José Manuel Constantino às 09:36

22
Out 07

Se existe alguém neste pobre país que conhece, como poucos ,os meandros da justiça e dos respectivos operadores é a Ordem dos Advogados. A exigência de explicações sobre as declarações do procurador-geral da República, designadamente sobre as escutas telefónicas, pretendem esclarecer o quê, que a distinta Ordem não saiba? Esclarecer de forma cabal,diz a Ordem que, porventura, admite que é possível esclarecer sem ser de forma cabal.Um dos candidatos a bastonário avisa mesmo que se"deve levar muito a sério" as declarações de Pinto Monteiro.Mas era suposto levá-las a brincar?A propósito de brincar: quem andou a colocar,certamente por brincadeira, o gabinete de um anterior procurador, Cunha Rodrigues, sob escuta? Que consequências houve?Porque deixou a Ordem cair este assunto?

publicado por José Manuel Constantino às 11:02

21
Out 07

Não li a entrevista do Procurador-Geral de República, porque me recuso a pagar o jornal do senhor arquitecto enquanto não lhe for atribuído o Nobel da Literatura, mas li e ouvi o que se sobre ela se está escrevendo e comentando. E assalta-me uma dúvida: o que vai acontecer a partir de agora? Quando o responsável máximo pala condução da acção penal diz o que diz sobre aqueles que dirige e levanta dúvidas sobre se ele próprio não é objecto de práticas ilícitas alguém vai ter de pôr ordem nesta estado de coisas. Dito de uma outra forma: o Presidente da República não pode assobiar para o lado e o poder político não deve uma vez mais genuflectir perante os sindicatos das diferentes corporações visadas na denúncia do Procurador.

publicado por José Manuel Constantino às 18:07

19
Out 07

José Sócrates teve razões para encher a taça de champanhe e brindar ao sucesso do Tratado de Lisboa. Mas como socialista e chefe do Governo a alegria da madrugada não o deve fazer esquecer a vergonha da tarde. O pior que lhe pode acontecer é fazer como Durão Barroso e António Guterres: banalizar os protestos sem um mínimo de sobressalto ou inquietação sociais. Mais cedo ou mais tarde o pagamento é com juros.  

 

publicado por José Manuel Constantino às 10:01

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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