Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

31
Out 08

Anda para aí uma discussão sobre a necessidade de avaliar os investimentos públicos perante o quadro de crise existente. Começou com algum opinadores nacionais, passou para os partidos. O Presidente da Comissão Europeia não quis ficar de fora e hoje é o Presidente do Tribunal de Contas que também diz de sua justiça. Curiosamente cada um deles tem a sua razão, mesmo quando aparentemente têm opiniões opostas. Por mim já me dava por satisfeito que os impostos que pago não servissem para alimentar a despesa improdutiva do Estado. Do poder local ao central, passando pela assembleia da republica e pelo tribunal de contas - pesem embora as prédicas constantes de eliminação de despesa dispensável - o que se verifica é ainda o contrário. Das deslocações ao estrangeiro, cuja necessidade de moralização deve tocar a todos, às ajudas de custo para serviços no exterior cuja duração bem podia ser reduzida sem perda da eficácia até às consultadorias, estudos e avenças especializados há muito por onde poupar. E nesta matéria mais do que custos envolvidos estão regras e condutas das entidades e agentes públicos que deviam ser exemplares em matéria de contenção de gastos.

publicado por José Manuel Constantino às 11:54

30
Out 08

“Tem que se reconhecer que nem mesmo o dr. Santana Lopes, nos seus melhores tempos, conseguiu criar uma "trapalhada" desta envergadura. Como é que se consegue explicar que o Orçamento do Estado, elaborado pelo Governo e entregue na Assembleia da República, esteja sujeito às intervenções criativas de um ser desconhecido, capaz de surpreender o primeiro-ministro com o alcance das suas medidas? E diz o ministro das Finanças que não tem nada a dizer sobre qualquer apuramento de responsabilidades. Há limites - mesmo para a impunidade de que goza o Governo do eng. Sócrates.”

 

Constança Cunha e Sá, no Público

 

 

publicado por José Manuel Constantino às 09:51

29
Out 08

Conta-se que Manuela Ferreira Leite, enquanto ministra das finanças, mandou descontar um dia de refeição aos funcionários públicos que num determinado organismo do Estado, participaram num almoço de Natal oferecido pela respectiva entidade. E que não precisou de grandes justificações. Bastou invocar a lei. Pelo que agora não surpreende que tenha caído na esparrela que José Sócrates lhe montou a propósito do salário mínimo. Nem percebeu que a coisa ia direitinho para ela e para o ano eleitoral que se avizinha. Estranho, estranho é que não encontre outro modo de circunscrever o debate político que não seja de chamar de irresponsável a quem anuncia que cumprirá o que tinha acordado. E a pergunta não pode deixar de ser feita: que crédito pode ser dado a quem acusa outro de irresponsável por respeitar o que acordou?

publicado por José Manuel Constantino às 11:51

28
Out 08

“A degradação do ensino não começou com este Governo. O que este Governo trouxe de novo foi a capacidade de transformar essa degradação, que os anteriores procuravam negar, num sinal de modernidade e progresso…….Os conteúdos não contam , o que conta é o embrulho tecnológico com que chegam às mãos dos alunos. O Ministério da Educação há muito que vive  num universo de ficção. O que Maria de Lurdes Rodrigues conseguiu foi que assumíssemos que essa ficção é do domínio do grotesco e que já não nos indignemos com isso, ” escreve, e bem, Helena Matos no Público.

publicado por José Manuel Constantino às 12:42

27
Out 08

Parece que o fundo de caixa de uma empresa municipal de Lisboa, a Gebalis, era afinal bem fundo. Mas cuidado. Não nos iludamos. A prática, que é reprovável, não é incomum. No governo, nas autarquias, nas empresas públicas e nas municipais. O que não diminui a gravidade do factos. Só os aumenta.

publicado por José Manuel Constantino às 12:10

24
Out 08

Um número significativo de Presidentes de Câmara e vereadores não entregaram as declarações anuais de rendimentos conforme a lei obriga. Uns porque se esqueceram, outros porque ignoravam que era necessário. Não está em causa a boa fé e honestidade das pessoas face aos motivos invocados para o incumprimento. Mas surpreende que titulares de cargos públicos não conheçam as obrigações a que estão sujeitos numa matéria tão sensível em termos de avaliação da opinião pública .

publicado por José Manuel Constantino às 17:57

23
Out 08

Nunca foi a lei que impediu os partidos de receberem dinheiro vivo para as suas campanhas. Não há partido que não saiba como se transforma dinheiro em cheques ou transferências bancárias. Pelo que  a reacção de uma supostas virgens ofendidas é tão hipócrita como a dos que se apressaram a defender que a lei não tinha sido alterada. Ou não é verdade que as doações em dinheiro nunca pararam, apesar da lei o não permitir?

publicado por José Manuel Constantino às 16:04

22
Out 08

Imagino o que deve sentir o Miguel Sousa Tavares pelo roubo de que foi alvo. Um computador substitui-se. Mas o trabalho que lá estava tem de ser todo reconstruído. Mas imagino também o que devem sentir todos aqueles que são objecto de idênticos actos, em que ficam privados de algo essencial ao seu trabalho, e que não podem usufruir das várias tribunas publicas que o Miguel tem para falar e sensibilizar os ladrões. Oxalá eles o ouçam e sejam sensíveis ao apelo. O mundo não fica mais seguro, nem mais igual por isso. Mas pelo menos recupera-se o trabalho. E pode ser que num qualquer momento seguinte o Miguel, nas várias tribunas públicas que dispõe, aceite ser porta-voz do apelo de um qualquer necessitado que se veja espoliado do seu trabalho como o Miguel o foi. O que vale de igual modo para os donos das tribunas públicas que ,neste caso,ajudam a  recuperar o que se furtou.

publicado por José Manuel Constantino às 11:35

21
Out 08

A mãe de Cristiano Ronaldo foi agraciada com o Prémio Internacional da Mulher por resultados humanos. A entidade concedente foi a fundação da associação madeirense de mulheres empresárias. Está certo. Mas deve ter sido uma tarefa ingrata para o respeitado júri. Não que a galardoada não mereça a distinção. Mas pela concorrência. A única dúvida é a que” resultados humanos” se refere o prémio. Mas isso é apenas um pormenor.

publicado por José Manuel Constantino às 12:18

20
Out 08

É abusivo, segundo os comentadores do reino, tirar ilações nacionais das eleições regionais nos Açores.E em abono da tese vem sempre a estafada situação da Madeira .Se se não tira num caso ,não se pode tirar no outro.Não estou certo disso. O valor da abstenção, a quebra de votos nos grandes partidos e o reforço das votações nos pequenos partidos, estão longe de ser uma tendência exclusivamente açoriana. E que veio para ficar por uns tempos.

publicado por José Manuel Constantino às 15:28

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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