Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

28
Nov 08

Cada vez menos, mas ainda com alguma ocorrência, chego a esta altura do ano e começo a imaginar o que gostava de receber como prenda da Natal. Mentes mais perversas imaginarão que gostasse que dos ecrãs da televisão e das páginas dos jornais desaparecessem os parodiantes da alegria que José Sócrates escolheu como comparsas. Mas não porque o Natal é para todos e há quem não passe sem as suas presença. E o Natal deve ser um período de concórdia. O que eu gostava mesmo neste Natal era de receber um CD com as estórias das relações do poder politico com a banca e o poder financeiro. Sem cortes e sem censuras. E sem a retórica moral dos Dâmasos, dos Madrinhas e dos Limas que firmes e obstinados com a arraia miúda  nunca tiveram qualquer inquietação cívica com o os donos do grande capital.Ou seja ,em parte ,com os seus próprios patrões.

publicado por José Manuel Constantino às 12:25

27
Nov 08

Abrem-se os jornais e em quaisquer estudos internacionais Portugal e os portugueses aparecem cá em baixo. É sobre o crescimento económico, é sobre o clima de confiança, é sobre os níveis de bem-estar, é sobre o sedentarismo, é sobre a obesidade, é sobre os salários ,é sobre o acesso à saúde. Mas à noite quando vêmos os telejornais aparecem as figurinhas da paróquia, o Sócrates ,o Vitalino, o Silva Pereira, o Santos Silva ,o Lino e o Pinho felizes e contentes como se o país vivesse tempos de abastança ,de alegria e de comemoração .Não há ninguém que explique os estes senhores que os parodiantes da alegria já tiveram o seu tempo?

publicado por José Manuel Constantino às 12:42

26
Nov 08

O Zé já não faz falta ao BE. Mas o Zé entende que continua a fazer falta ao PS. E por isso assim continuará. A história e respectivo desenlace nada têm de inéditos. Em outras locais e com outros protagonistas as consequências foram do mesmo tipo.Com um diferença que faz toda a diferença .O BE supostamente seria um partido diferente dos outros. Não é. O Zé o exemplo de um cidadão que um dia resolveu ser político para ser diferente dos outros políticos. Também não é.

publicado por José Manuel Constantino às 10:57

25
Nov 08

Se há momentos em que o governo bem precisa de boas noticias daquelas que ajudem a passar o tempo tipo”distribuição do Magalhães”este é um deles. Não sei se a jornada europeia vai ajudar alguma coisa .Ou a decisão sobre o processo Casa Pia desviar atenções. Ou outra coisa qualquer. Mas a LPM de José Sócrates deve andar preocupada .É que a espuma que por aí anda sobre o sistema bancário português, um ex-libris da excelência da gestão privada, não prenuncia nada de bom. E o pobre do Oliveira e Costa não deve ser o único mau da fita.Mas compreende-se que a comunicação esteja a usar de punhos de renda em torno desta matéria. O Mário Crespo com o olhar maroto lá tentou ontem dizer, como não quer a coisa, que havia contas com outros titulares,mas a ordem nas redacções deve ser a de silêncio até novas ordens.

publicado por José Manuel Constantino às 11:36

24
Nov 08

A Presidência da República utilizou os serviços do estado português para dar a conhecer aos portugueses as instituições bancárias onde a família Cavaco Silva ,melhor dito Aníbal e mulher,guardam as suas poupanças e outro tipo de rendimentos. A razão terá estado no facto de “quererem” (quem?) associar Cavaco Silva(ou alguém da família? )ao que se vai passando pelo BPN. Mas para a probidade e saúde do regime democrático melhor seria que aproveitassem esse tempo para esclarecer o entendimento que o Presidente da República tem do facto de um dos conselheiros de estado por si escolhidos estar envolto numa polémica que pelo andar da carruagem não vai acabar bem. Mas Cavaco preferiu falar do que lhe não perguntaram mas que parece que insinuavam, para não ter de falar do que não lhe é preciso perguntar para ser estrita obrigação esclarecer: como manter em exercício de funções uma pessoa envolta , pelo menos enquanto  a matéria não for totalmente esclarecida, num escândalo financeiro.

publicado por José Manuel Constantino às 10:47

20
Nov 08

Dias Loureiro para além de confesso admirador e apresentador biográfico de José Sócrates é também, por escolha de Cavaco Silva, conselheiro de estado. A fazer fé no que se lê na imprensa o seu nome e conduta estão associados a uma série de peripécias desse modelo de instituição bancária que dá pelo nome de BPN. O senhor não pode ir à Assembleia da República explicar-se, porque o PS e o PSD não deixam. As investigações policiais continuam. Não sei se algo do comportamento do senhor pode ser motivo de censura. Mas o senhor é conselheiro de estado. E um conselheiro de estado não pode ter a incorrer sobre ele o que por aí se tem escrito.

publicado por José Manuel Constantino às 12:58

19
Nov 08

Quando os ingleses foram suspensos das competições internacionais como consequência do banditismo e violência das sua claques cortaram o mal pela raiz : acabaram com as claques no interior dos estádios de futebol. Em Portugal o objectivo é mais fino: legalizá-las. Transformar a má educação em operação legal. Desde que preencham um conjunto de quesitos burocráticos de identificação lá podem chamar nomes às mães dos árbitros, saudar os adversários com linguagem do mais fino recorte literário e lançar uns petardos para o campo. E as outras coisas que se vão sabendo. Só ainda não entendi é que falta faz isto ao espectáculo desportivo. Mas enfim quando uma operação ao banditismo organizado de uma claque se designa por “operação fair-play”é provável que não seja matéria ao alcance do comum dos mortais. São sempre difíceis e complexos os caminhos da ética desportiva que é a liturgia a que se recorre depois de tudo ter deixado para que o caldo se entornasse. Mas cai sempre bem recordar a dita, se possível com ar sério e voz grossa.E desejavelmente com umas teses académicas a explicar que tudo isto é um "reflexo social".

publicado por José Manuel Constantino às 12:22

18
Nov 08

A ser aceite a proposta de António Vitorino sobre a Comissão de Sábios para dirimir os conflitos sobre avaliação dos professores deve seguir-se um critério de estrita competência e mérito. E têm de ser sábios.Especialistas na matéria e profundos conhecedores do assunto como Miguel Sousa Tavares,  Vital Moreira e  Emídio Rangel não podem deixar de ser convidados .O secretariado da Comissão deve ser exercido em regime rotativo entre o Valter Lemos e o Fernando Madrinha .A comissão não precisa de ter muita gente.Pouca mas do melhor que o país tem em sabedoria sobre avaliação de professores.

publicado por José Manuel Constantino às 11:35

17
Nov 08

Um aluno que falta às aulas, justificada ou injustificadamente,perde a matéria que foi dada. Fazia por isso todo do sentido que a partir de um determinado número de ausências justificadas ,o aluno fosse obrigado a testar o seu nível de conhecimentos através de uma prova  intercalar. E que quem não justificasse as ausências a partir de um determinado limite, pura e simplesmente perdesse o ano. A melhor forma que o ministério da educação encontrou para responder à contestação dos alunos foi facilitar a coisa: desde que justifique as faltas já não interessa saber o que não aprendeu. Vai em frente. E não precisa de fazer qualquer prova. E um simples despacho altera um decreto-lei. Os pais aplaudem. Os alunos devem sentir tudo isto como uma vitória da sua luta. E o ministério da educação deu mais uma prova do seu desnorte,  incompetência e irresponsabilidade. Que pelos vistos é ilimitada.

publicado por José Manuel Constantino às 11:04

14
Nov 08

 “Do rio que tudo arrasta , diz-se que é violento .Mas ninguém chama violentas às margens que o oprimem”,escreveu um dia Bertolt Brecht. Convém lembrá-lo. Agora que os ovos e os tomates correm o risco de contágio e tornarem-se moda .Mas também para recordar o que passou com Durão Barroso na inauguração do novo estádio da Luz. Ou Manuela Ferreira Leite na final da Taça de Portugal no Jamor quando era ministra da educação. Ou Cavaco Silva em Coimbra. Ou Rui Rio na reabertura do Tivoli ou em Campanha. Para que o moralismo do reino contextualize a “má educação dos jovens” e se não esqueça dos exemplos e da natureza do regime.A degradação do regime está tanto em quem combate politicas lançando ovos e tomates como em quem governa  ameçando trucidar quem fizer frente aos intentos governamentais.

 

 

 

 

publicado por José Manuel Constantino às 10:28

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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