Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

30
Dez 08

Mais do que a matéria politica em causa o que marca o discurso de ontem de Cavaco Silva é a afirmação pública de falta de lealdade. De quem? Obviamente de José Sócrates. O PS teimou em manter o texto do diploma porque essa foi a estratégia que o chefe definiu: confronto politico com Cavaco. Em ano de eleições e com uma crise em cima o cenário de Belém como “força de bloqueio” à governabilidade do país pode ser-lhe favorável. E por isso é preciso “provocar” Cavaco. É uma estratégia perigosa e de elevado risco. E as contas podem sair furadas. Mas é o que resta a quem tem acima de tudo uma ambição e um projecto de poder. O resto é instrumental. E a elevação da tensão com Cavaco Silva é um argumento mais para invocar a imprescindibilidade da maioria absoluta. Sem Belém e sem maioria no parlamento como é que o país ficaria governável?

publicado por José Manuel Constantino às 15:34

29
Dez 08

Parece que ainda não é esta semana que será atingido o pico do surto de gripe em Portugal. Pelo que os efeitos da depressão situada nos Açores e em deslocação para o continente, e cuja chegada está prevista  para as 20,15 h de hoje, não deve alterar o tempo chuvoso e frio que já se faz sentir. Lá mais para a frente a música, ou melhor, a gripe, será outra.Mesmo tendo presente José Sócrates ,cuja relação institucional com Cavaco Silva “é  absolutamente impecável” .Convém sempre dizê-lo não vá o país pensar o contrário.Mesmo correndo o risco de imaginar, o que seria dramático, que o é "para todo o sempre".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por José Manuel Constantino às 15:55

24
Dez 08

Espero que o Primeiro ministro não se esqueça de declarar o valor do cheque que ontem recebeu dos seus pares do Governo. Se um simples cidadão está obrigado a declarar uma oferta superior a 500 euros a um seu familiar nada na lei isenta José Sócrates de ser obrigado a fazer o mesmo. Aguardo também que seja aplicada o respectivo procedimento administrativo pelas competentes autoridades da concorrência pela publicidade feita a favor de uma loja de vestuário.

 

 

publicado por José Manuel Constantino às 16:43

23
Dez 08

Esta e esta notícia anunciam o que por aí vem. Pelo que medidas como as de emprestar dinheiro aos funcionários públicos ajudam ao canto das sereias e à propaganda oficial. Mas não resolvem o drama de milhares de famílias para quem o espectro do desemprego e dos salários em atraso é uma ameaça constante. A crise do sector bancário as dificuldades de apoio à economia espelham o que nos espera para o próximo ano. Só o fanatismo comunicacional do governo e o aproximar de um ano de eleições podem explicar a alegria com que  dia sim, dia sim, se anunciam mais obras públicas ,mais museus, mais iniciativas, mais projectos enquanto todos os dias a vida de cada vez mais portugueses se degrada.

publicado por José Manuel Constantino às 11:49

22
Dez 08

Um sapato foi o objecto escolhido por um iraquiano para arremessar a Bush e deste modo demonstrar a sua indignação pela política americana para com aquele país. Já muita coisa havia sido arremessada contra governantes. Não me ocorre se o sapato é original. Também não sei se a moda pega e se tem algum efeito de contágio. Porque a merecê-lo há vários candidatos. E não é preciso sair de cá.

publicado por José Manuel Constantino às 09:59

19
Dez 08

A porta aberta a um verdadeiro atentando à memória e ao património colectivo

publicado por José Manuel Constantino às 10:29

18
Dez 08

Se dúvidas houvessem sobre a seriedade, rigor e a oportunidade das políticas do ministério da educação o que ontem foi anunciado pelo governo dissipa-as onde elas ainda possam existir. Retirar do modelo de avaliação, que jamais seria alterado, alguns milhares de professores, anunciar aumentos remuneratórios significativos para os que exercem cargos directivos e aumentar o período de fixação nas escolas como resultado dos concursos são uma forma de governar que pede meças a qualquer populismo barato. É certo que a luta dos professores a tanto obrigou. E o governo mostrou qual é o caminho para se alterarem as políticas.

publicado por José Manuel Constantino às 17:16

17
Dez 08

A comunicação social adora estes números: lembrar o que uma figura pública disse de outra num determinado momento e depois se voltou a referir se disso resultar opiniões opostas. O número agora é o que disse Manuela Ferreira Leite de Santana Lopes e o que supostamente diz agora ao apoiar a sua candidatura a Lisboa. É um jornalismo de sucesso garantido. E protagonistas não falam .É só recordar o que disse Sócrates e Augusto Santos Silva de Cavaco e o que agora dizem. O que disse Mário Soares de Sócrates e o que ainda recentemente disse. O que Marcelo disse de Santana o que depois redisse e voltou a dizer. E por aí fora. E no jornalismo e respectivas transferências de patrão a moral também aconselha muita prudência. Pelo que nestes tempos conturbados talvez fosse mais avisado antes de atirar pedras verificar se os telhados não são de vidro. E do frágil.

publicado por José Manuel Constantino às 11:58

16
Dez 08

Quando Garcia Leandro alertou quanto ao facto de na realidade do país se acumularem situações susceptíveis de gerarem enorme conflitualidade social não caiu o Carmo e a Trindade mas as consciências bem pensantes logo se apressaram a clamar contra o alarmismo contido nas referidas previsões. Hoje é o patriarca Mário Soares que vem dizer o mesmo. E exemplifica: “Oiçam-se as pessoas na rua, tome-se o pulso do que se passa nas universidades, nos bairros populares, nos transportes públicos, no pequeno comércio, nas fábricas e empresas que ameaçam falir, por toda a parte do País, e compreender-se-á que estamos perante um ingrediente que tem demasiadas componentes prestes a explodir». O governo finge que não entende. A intelectualidade do regime que vive concubinada com o soarismo e afins vai ser branda como o não foi com o velho general.O Vital Moreira explicará, com o antigo hábito de intelectual orgânico que aprendeu no PCP, que “só há políticas de esquerda com a esquerda no governo”ou seja com o PS.E a direita dos negócios aplaude as medidas do governo para combate à crise económica. É fatalidade ou castigo o que estamos a viver?

publicado por José Manuel Constantino às 11:53

15
Dez 08

As esquerdas, como agora gostam de ser chamadas, movimentam-se. A crise do capitalismo mundial veio dar um novo élan.As arrogâncias de Sócrates, as lutas sociais e a fraqueza ideológica do seu governo um outro pretexto.Surgem novas ideias, novas formas de organização,novas convergências, novas propostas de reformulação do exercício do Estado. A inutilidade está em tudo se poder resumir ao apoio aberto ou camuflado a um conjunto de personalidades ávidas de protagonismo político e incapazes de lutar e transformar as políticas nas organizações onde militam , designadamente no PS.A inutilidade está à espreita de uma nova organização que vá votos ,parta o PS e reanime o PSD. Uma espécie de PRD mais à esquerda. Tal como o Zé que fazia falta, e agora já não faz, o caminho fatal seria o regresso mais tarde ao colo dos pais. Avisado, por isso, e desconfiado está o PCP .Sabe mais da matéria com um olho fechado que todas as outras esquerdas com os dois abertos.

 

 

publicado por José Manuel Constantino às 12:01

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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