Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

30
Jan 09

Enquanto cidadão, mas falando porque exerce  funções públicas e sendo escutado precisamente porque as exerce o Ministro Santos Silva, o tal que previa que com a eleição de e Cavaco Silva se abria a possibilidade de um golpe de estado constitucional, lamentou que se continue a falar de José Sócrates e do caso Freeport. É da facto uma chatice. E com o fim-de-semana à porta e a saída dos semanários a coisa não promete terminar. É como tempo: frio, chuva e neve. O tempo sugere que se não saia de casa. O governo e os seus ministros bem podiam seguir o exemplo. Falar menos. Tantas reacções e tantas explicações não são um bom sinal. Quem tem que noticiar que o faça. Quem governa que governe. E quem investiga que esclareça a verdade. Quando se invertem ou trocam os papéis o futuro não augura nada de bom.

publicado por José Manuel Constantino às 17:43

29
Jan 09

O Ministério Público não para de fazer e anunciar que vai fazer declarações púbicas sobre um processo em que se encontra envolvido José Sócrates. É certo que não é um cidadão qualquer. Mas também é verdade que qualquer cidadão tem perante a lei os mesmos direitos que José Sócrates. E não me consta que o Ministério Público ande todos os dias a pronunciar-se publicamente sobre os processos que tem em mãos e sobre o grau de responsabilidade que este ou aquele cidadão neles assume. Pelo que concluo que o ministério público se rendeu à agenda mediática e  à importância e oportunidade politica dos casos. O que é mau para a credibilidade da justiça. Que tenham os seus amores e desamores por este ou aquele e a suas predilecções politicas e a suas agendas não custa admitir. Os homens e as mulheres não são perfeitos. E fraquinhos e fraquezas todos têm. Mas tudo o que é de mais cansa. E para além de cansar também não é bonito. Não no sentido estético, mas de maturidade democrática. Que cada um faça o seu trabalho. E que o senhor Presidente da República se deixe de jogos florais, remetendo para a qualidade das leis os défices de funcionamento da justiça, e esteja mais atento á qualidade dos que a servem.

publicado por José Manuel Constantino às 12:33

28
Jan 09

O nome revela uma enorme originalidade e criatividade semânticas. Coisas que centenas de empresas que se constituíram apenas para fazer umas encomendam que as circunstâncias políticas ajudavam porventura não tiveram. O que lhes faltava em organização e mentalidade empresarial sobrava-lhes em jogo de cintura e acesso fácil a quem encomendava. O tsunami que hoje está a varrer o sector financeiro e bancário posse ser que um dia chegue a este “empreendedorismo” de vão de escada. E se descubra a face oculta, dos modos e porquês da constituição de muitas “empresas” que vivem à custa de encomendas públicas pelas facilidades de acesso que tem às entidades adjudicatárias. As mudanças dos tempos e das vontades ,dos governos e das leis em nada alterou uma situação de verdadeiro parasitismo na saúde, nos bombeiros ,nas assessorias de comunicação, nas actividades culturais, no desporto e nesse verdadeiro maná em que se transformaram os “eventos” de iniciativa municipal.

publicado por José Manuel Constantino às 11:37

27
Jan 09

No seu espírito truculento e sem receio de enfrentar os poderes sagrados de algumas magistraturas, Marinho Pinto insurge-se contra práticas que, no seu entender, violam o estado de direito. Chega mesmo a compará-las ao que se passava no antigo regime. E denuncia também as fugas cirúrgicas de informações, que,apesar de cobertas pelo segredo de justiça,saem regularmente na comunicação social.A corporação sindical já reagiu tentando negar a acusação descredibilizando o acusador. Mas o homem disse alguma mentira? Exagerou? Não assistimos diariamente a um agenda mediática que só pode ter origem em quem comanda investigações? Não há jornalistas que têm, de há muitos anos, acesso privilegiado a matérias que, supostamente, estariam resguardadas aos investigadores? E não é  verdade que parte da morosidade da justiça reside na impugnação de actos formais feridos de ilegalidade e da responsabilidade de quem dirige as investigações?

publicado por José Manuel Constantino às 10:09

26
Jan 09

A oposição politica, que eu tenha dado conta, não tugiu ,nem mugiu perante a decisão do governo em mandar retirar dos tribunais as caixas Multibanco que não estejam encastradas. Era suposto , face ao escândalo da continuidade de assaltos às referidas caixas no interior dos tribunais, que se adoptassem adequadas medidas de vigilância e segurança .Só a completa irresponsabilidade pública pode permitir tudo o que de aberrante vem sucedendo em matéria de falta de segurança nos tribunais e que se não resume à facilidade de assalto às referidas caixas. Mas o governo em vez de tornar os tribunais lugares seguros,com medida expeditas que a gravidade da situação requer, opta por retirar o que atrai os ladrões, à custa do prejuízo do serviço que era prestado aos cidadãos, e não resolve ou adia para um concurso público o problema da vigilância e segurança nos tribunais. Como dizia e bem um sindicalista  “é o mesmo que querer acabar com os fogos nas florestas arrancando as árvores”.

publicado por José Manuel Constantino às 10:42

23
Jan 09

Em entrevista televisiva, Medina Carreira, explicava o estado de degradação da qualidade política dos governantes com um exemplo retirado da sua vida pública. O governo a que pertenceu quando cessou funções ofereceu o então primeiro-ministro, Mário Soares, um quadro. O actual governo por alturas do Natal ofereceu ao primeiro-ministro um cheque para ir comprar roupa.

A banalização da vida pública, a elevação do íntimo e do privado a matéria de publicitação política, a transformação das relações políticas em relações de afectos, a ideologia ao serviço de lobis de minorias sexuais, a perda constante de valores é um sinal dos tempos que vivemos. É a geração da bica do sapato, dos bares de trocas  homo e heterosexuais, do Rock in Rio, do “fashion” e dos “spas”. Uma versão “light” da contemporaneidade onde a tradição, a cultura, o trabalho e o saber são substituídos pelas análises swat, pelos clusters e pelos stakeholders. É a arrogância da anti-cultura travestida de modernidade. E onde cabem os casamentos de same sexers, apresentados com a mesma importância que o anuncio do aumento do salário mínimo ou da baixa de impostos. Fumar ou beber são vícios policiados pelos novos censores. Mas a  sodomização e o lesbianismo saem da esfera íntima e são tratados como assuntos de Estado. A leitura e a escrita dão muito trabalho. A net tem lá tudo e os sms economizam palavras. É já possível garantir competências escolares e académicas aproveitando “as novas oportunidades “ e ter “pos-graduações” “estudos avançados” e “mestrados” sem nunca ter concluído uma licenciatura.Que país é este?

 

publicado por José Manuel Constantino às 10:41

22
Jan 09

De simples ameaça passou a regra :o governo português se quiser comprar dinheiro no estrangeiro vai ter de  o comprar mais caro. A Standard & Poor's, a agência de notação financeira, afirma que “os esforços do Governo têm sido manifestamente insuficientes para resolver os graves problemas que o país enfrenta, apontando o dedo à incompetência governativa e ao não fatalismo de uma crise que o Governo só se apercebeu no fim do ano.E vai mais longe: as fraquezas de Portugal já eram claras antes da crise, apenas se tornaram agora mais claras. Coisa que não cola com o discurso e a propaganda eleitoral para quem “não fora a crise económica e financeira internacional “ e o país estaria viver sob os auspícios dos excelentes resultados das reformas estruturais. A linha que separa a verdade da propaganda está clara. Sobretudo para as famílias e para as empresas que sofrem os feitos do que já estando mal passou a pior .

 

 

 

publicado por José Manuel Constantino às 12:33

20
Jan 09

O Sindicato dos Jornalistas pediu aos grupos parlamentares da Assembleia da República que convoquem um empresário da comunicação social para ir ao Parlamento apresentar justificação dos despedimentos que pretende fazer nas suas empresas. A vingar este tipo de procedimento teriam de ser chamados ao Parlamento todos quantos despedem trabalhadores. É um absurdo. Tanto a contratação como o despedimento têm tradução e enquadramento normativos. E em caso de litígio a sede própria para dirimir conflitos são os tribunais. Não existe no caso em apreço qualquer razão substantiva  que justifique dar atendimento a um pedido desta natureza.A menos que os jornalistas mereçam um atenção que milhares de trabalhadores despedidos nunca mereceram nos termos agora propostos!

publicado por José Manuel Constantino às 14:54

19
Jan 09

No dia em que Bruxelas vê a economia portuguesa em tons ainda mais carregados que o governo, aumentando os motivos de preocupação dos portugueses, gays e lésbicas manifestam a sua satisfação com o anúncio por parte de José Sócrates da proposta de legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Afinal não podemos viver só de tristezas e preocupações. E quem sabe se com estas novas famílias o mercado imobiliário não anima? Até porque a fazer fé nas paradas gay e em outras manifestações congéneres onde se publicita o orgulho da coisa, trata-se de pessoas muito dadas à animação.

publicado por José Manuel Constantino às 12:20

16
Jan 09

Só contado não dá para acreditar. Mas lida a noticia e vistas as imagens não resta outra solução. Aconteceu mesmo. Uns dizem que foi milagre. Outros que tudo se deveu às muitas horas de voo do piloto e à sua competência. É uma boa noticia num mundo onde elas escasseiam.

publicado por José Manuel Constantino às 11:32

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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