Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

31
Mar 09

Existem pressões intoleráveis e não as posso revelar porque estão em poder dos senhores Juízes. Se eu as revelasse provocaria um terramoto, afirmou o recém-eleito presidente do sindicato dos magistrados do ministério público. Pressões sempre existiram. Estas são intoleráveis. Podemos admitir que outras foram toleráveis. Entre o que é intolerável e o que é tolerável melhor fora que se não abrisse a boca. E fizesse aquilo que é obrigação estrita. Denunciar em sede própria e agir em conformidade com a lei perante quem procura ilegitimamente condicionar a acção dos titulares da acção penal. Ou espera-se que seja o Presidente da República a fazer aquilo que deve ser feito pelos senhores magistrados do ministério público? Ou têm medo dos efeitos do terramoto?

publicado por José Manuel Constantino às 10:30

30
Mar 09

Não sei qual é o grau de responsabilidade que José Sócrates tem no chamado caso Freeport. Mas sei que ,estando as coisas como estão, o primeiro-ministro não pode fugir a que sobre o assunto lhe sejam colocadas questões. Mas reconheço que neste particular é preciso ter um grande controle emocional para aguentar a fúria e o descontrole de alguns jornalistas que de microfone em punho o assaltam em qualquer lugar e  a pretexto do que for para que fale sobre o tema. A informação-espectáculo é o que está a dar, mesmo ultrapassando patamares de respeito e de urbanidade que são devidos a qualquer cidadão. E o primeiro-ministro não é excepção. Mesmo tendo presente que a arrogância,a agressividadee uma suposta moral superior sempre caracterizaram a sua intervenção pública.E  quem semeia ventos corre o risco de colher tempestades.

publicado por José Manuel Constantino às 11:58

27
Mar 09

O Instituto Nacional de Estatística (INE) acaba de revelar que o défice público durante o ano passado se situou em 2,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
Este valor fica acima dos 2,2 por cento que eram estimados pelo Governo para o ano passado e representa a manutenção do mesmo desequilíbrio nas contas que já tinha sido registado em 2007. Quem se enganou e de quem é a culpa?

publicado por José Manuel Constantino às 11:55

26
Mar 09

O Presidente da República sentiu necessidade de explicar a diferença ente custos e benefícios. E escolheu um exemplo simples :a construção de uma estrada. Quando o ouvi na televisão pensei que estava a falar para o governo a propósito de alguns dos grandes projectos de obras públicas. Mas o exemplo podia perfeitamente aplicar-se a esta decisão comezinha que autoriza que as deslocações em território nacional possam ser feitas de avião.

publicado por José Manuel Constantino às 13:17

25
Mar 09

Um fogo aqui, um fogo acolá, o país vai ardendo e tudo já parece um normalidade, porventura apenas antecipada no tempo. É que costuma ser lá mais para o Verão. A nomenclatura oficial, com o sempiterno presidente da Liga a debitar o que é preciso fazer para evitar que estes incidentes ocorram, já cansa. Comemos diagnósticos sempre que ocorrem incêndios em perímetros florestais. Não é preciso perder tanto tempo com os meios de combate embora a irracionalidade dos meios públicos afectos às corporações e os negócios adjacentes sejam um outro “incêndio” que precisa de ser atacado. Sabemos que o importante é a prevenção. Só resta fazê-la. E responsabilizar quem a não faz e tem essa competência.

publicado por José Manuel Constantino às 11:37

24
Mar 09

Caro, Pedro Silva você não fez nada que de que se deva arrepender, escreve o director do Correio da Manhã em texto de opinião no jornal Record.  Pedro Silva, recorde-se, em reacção a uma grande penalidade que lhe foi assinalada e que ele efectivamente não cometeu, tentou agredir o árbitro, enxovalhou o presidente da Liga de futebol, recusou-se a receber a medalha e depois arremessou-a para longe e no final do jogo não deixou de chamar ladrão ao árbitro. Mais tarde reconheceu estes erros e pediu desculpa. Coisa que um jornalista com responsabilidades na direcção de um jornal entende nada haver no seu comportamento que justifique arrependimento. E a direcção do jornal onde aquele senhor escreve e no outro que dirige nada tem a dizer sobre esta posição do seu empregado que defende que comportamentos social e civicamente reprováveis em qualquer lugar e também numa competição desportiva são reacções dentro do limite aceitável ? E as várias comissões de ética que por aí campeiam nada têm a dizer?

publicado por José Manuel Constantino às 13:07

23
Mar 09

A eleição do provedor de justiça é exemplar da qualidade da vida democrática e do respeito pela instituição parlamentar. Sendo necessário uma maioria qualificada para a sua eleição manda a (má) tradição que o proposto resulte de um arranjo prévio entre o PS e o PSD. Só o actual bloqueio existente parece levar a que se tenha presente que o parlamento é mais do que apenas aqueles dois partidos. E que a eleição do provedor é uma competência da assembleia da republica não uma coutada do PS e do PSD.

publicado por José Manuel Constantino às 09:56

20
Mar 09

Não é a primeira vez, nem será certamente a última, que um jornalista faz uma perninha na publicidade. O sindicato encolhe-se, o patrão acha bem e a classe cala-se. É um assunto pouco agradável discutir a deontologia a que deve estar obrigado um jornalista. As suas responsabilidades profissionais vergam perante uns trocos.A manjedoura dos fretes é larga e legitimada pelos novos  tempos mediáticos.Nada melhor do que nos entretermos a discutir o conteúdo do anúncio.

publicado por José Manuel Constantino às 16:37

19
Mar 09

O provedor de Justiça lamenta-se e com razão que terminado há tantos meses o seu mandato não tenha sido ainda possível encontrar um substituto para o cargo. O Governo entretanto não pára e estende as suas preocupações de provedoria agora ao crédito. Por este caminho vai chegar um provedor do débito que se dedique ao endividamento das famílias, das empresas e do governo.E um outro para a economia.E assim por diante.

publicado por José Manuel Constantino às 09:44

18
Mar 09

Ao condenar o uso de preservativo no combate à sida e a ao defender a abstinência sexual, o Papa, reafirmou as tendências mais conservadoras da igreja católica e colocou-se à margem da realidade. É pena que de uma penada se destrua o trabalho que, em África, tanta gente e tantas instituições têm desenvolvido para a prática do sexo protegido com um dos meios, entre muitos outros, de combate a um flagelo social que atinge milhões de vítimas. Mais do que a abstinência sexual é uma abstinência perante a vida.

 

 

publicado por José Manuel Constantino às 12:29

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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