Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

29
Jan 10

Seria um exercício de importante pedagogia politica se o governo e a assembleia da república dedicassem igual atenção e tempo à discussão da execução orçamental de cada ano económico como a que dedicam à proposta de orçamento do estado.Com uma vantagem: a discussão fazia-se sobre o que realizou e não sobre o que se diz que se vai realizar.

publicado por José Manuel Constantino às 10:21

28
Jan 10

Todos os anos, na chamada abertura do ano judicial, a liturgia repete-se: quem é responsável pelo estado da justiça em Portugal critica severamente a situação que, em parte, são responsáveis. A menos que considerem que a culpa da situação é daqueles a quem a justiça e o estado de direito devem servir: os cidadãos.

publicado por José Manuel Constantino às 10:16

27
Jan 10

Um candidato a líder do PSD quer mudar Portugal. E no âmbito dessa mudança defende a redução dos salários dos políticos. Sabe que não é por ai que se alcança a redução da despesa pública. Mas vale, supostamente, pelo  simbolismo da medida. Pelo sinal que dá ao país. Mas, a nosso ver, trata-se de uma refinada demagogia. Que cai bem num pais que tende a abominar os políticos. Mas que não resolve nada de essencial. Porque o problema é outro.

O país não paga de mais aos seus políticos. O país paga é a políticos a mais. A assembleia da república deveria ter menos deputados. Os governos poderiam ser bem mais pequenos. Os gabinetes ministeriais não deviam servir como agência de emprego político. As câmaras municipais só tinham a ganhar com a redução do número de vereadores que tendem a ocupar o tempo com matérias da competência dos dirigentes municipais. Os gabinetes nas autarquias deveriam ter limites à contratação de assessorias políticas. E depois o que tudo isto arrasta: viaturas, motoristas, secretárias, gabinetes, computadores, portáteis, telemóveis, horas extraordinárias, ajudas de custo, etc. Há claramente um sobredimensionamento da classe politica.. O país não seria mais mal governado se fossem menos. Em certas situações o serem menos é condição necessária para se governar melhor.E pode-se até pagar mais, gastando menos.

 

publicado por José Manuel Constantino às 10:31

26
Jan 10

A esquerda, que o partido socialista tanto invoca e de que vai precisar como pão para boca para a eleição presidencial, deixa o governo só com o orçamento.E a direita com quem Sócrates no parlamento não discute mas grita vem em socorro do governo.Duvido que o país ganhe .O regabofe das despesas públicas está escondido nos ministérios e gabinetes do governo. E num Estado que sempre que anuncia planos de emagrecimento só engorda. Não há economia que o aguente .Mas parece que o interesse nacional justifica que um orçamento que só é bom para quem o apresenta,passe a ser , para os que o viabilizam, o orçamento para o pais enfrentar a crise.

publicado por José Manuel Constantino às 11:53

25
Jan 10

 

 

 

Três dias após um aluimento de terras numa auto-estrada, a entidade concessionária não sabe calcular o número de dias que precisa para colocar operacional a via. Não sabe porque não quer assumir um compromisso público ou porque é difícil de calcular? A resposta, qualquer que ela seja, não deixa a BRISA bem na fotografia.E parece revelar pouco respeito para com os utentes.

publicado por José Manuel Constantino às 16:23

22
Jan 10

O escândalo não é o que as escutas revelam. É terem sido reveladas. E preocupante é a audiência que suscitam. Que contrasta com as poucas vozes que se indignam com mais esta fragilidade e ineficiência de que tem que assegurar a guarda de elementos que não podem ser objecto de divulgação pública. Infelizmente parece que é mais importante divagarmos pela agenda corporativa que os operadores de justiça persistem em colocar na ordem do dia do que coisas tão elementares para o funcionamento de um estado de direito como o cumprimento das suas regras.

publicado por José Manuel Constantino às 16:37

21
Jan 10

……..se ele diz é porque é verdade. E quem aprende nunca esquece!

publicado por José Manuel Constantino às 12:26

20
Jan 10

A responsabilidade das autarquias na dívida pública do Estado é pequena. O que pesa são as despesas do Estado central e das empresas públicas. Pedir às autarquias para gerirem bem os recursos que têm é uma questão de bom senso. Sobretudo se vier de quem a autoridade de dar bons exemplos na gestão dos recursos públicos. Ora esse não é manifestamente o caso do actual governo que tem à sua conta o mais elevado grau de endividamento do país. Estas palavras bem poderiam ser dirigidas a quem as proferiu.

publicado por José Manuel Constantino às 15:51

19
Jan 10

Seria um contributo inestimável ao bolso dos contribuintes se o que acabasse não fosse o programa de Marcelo Rebelo de Sousa mas o chamado serviço público de televisão. O dinheiro dos contribuintes poderia ter uma aplicação mais útil ao país e éramos poupados a estes folhetins sobre o pluralismo político.

publicado por José Manuel Constantino às 10:14

18
Jan 10

“Quando o comboio foi introduzido no século XIX, provavelmente as carroças que eram puxadas a cavalos caíram e, se calhar, na altura, os agentes económicos que estavam ligados à exploração das carroças, e que levavam as pessoas, ficaram extremamente tristes e todas as indústrias que estavam associadas, a indústria da palha, por exemplo. Reparem os industriais que estavam preocupados com o abastecimento da palha para os cavalos, ficaram preocupadíssimos porque, de facto, a sua indústria caiu.”

António Mendonça, Ministro das obras públicas

 

publicado por José Manuel Constantino às 15:34

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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