Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

31
Mai 11

A réplica lisboeta no Rossio ao que se passa em Madrid nas Puertas del Sol não pode deixar de colocar uma interrogação: se em vez de jovens urbanos se tratasse de um acampamento de ciganos a atitude das autoridades seria a mesma? Qual é a diferença entre uns e outros na apropriação do espaço público para fins e usos privados?

publicado por José Manuel Constantino às 10:29

30
Mai 11

Ontem à noite, detive – me por breves instantes num coisa da SIC chamada, salvo erro, Globos de Ouro. Muita excitação, muito conversa mole e um hino à frivolidade. Só me me ocorreu uma pergunta: que país é este que faz da imitação barata dos óscares e de um glamour de novo rico um espectáculo? E não eram políticos. Era o Portugal  dos media e do espectáculo a fazer de ricos num país pobre.

publicado por José Manuel Constantino às 11:06

27
Mai 11

O que mais inquieta na campanha eleitoral em curso é que, aparentemente, ninguém prepara os portugueses para as medidas que aí vêm. E das duas, uma: ou os compromissos que foram assumidos no âmbito da ajuda externa não são para cumprir; ou campeia a mais elementar ausência de sentido de responsabilidade pública. Bem sei que as campanhas servem para ganhar votos. E não se ganham votos a falar de dificuldades. Mas caramba: para irresponsabilidade já basta a que nos tem governado!

publicado por José Manuel Constantino às 16:39

26
Mai 11

Ignoro se as escadas monumentais de Coimbra estão ou não classificadas como património ou monumento nacional. Ignoro se utilizá-las para pinturas é ou não um acto ilegal.Isso não é  o mais relevante .Porque que nem tudo o que é legal é, moral ou socialmente, aceitável. E  qualquer pintura, política ou não, no espaço, privado ou público, só deveria acontecer, no mínimo, por expressa autorização de quem tutela o espaço. Sejam os autores um partido político, ou um grupo de graffiters. Não vivemos em ditadura. A expressão é livre. Mas tal como não gostaria de ver a fachada da minha casa grafitada - e imagino que o mesmo se passará com os autores das pinturas - alguém tem de salvaguardar o  espaço que é propriedade pública .Quem fez o que fez, em Coimbra, deveria ser intimado a limpar o que sujou.

publicado por José Manuel Constantino às 10:32

25
Mai 11

A política do espectáculo conduziu ao espectáculo da política. E não há nenhum espectáculo que possa sobreviver sem emoção e sem incerteza em relação à cena final. São precisos casos. Incidentes. Gafes. Enganos. Insultos. E sondagens. Que permitem no presente antecipar o futuro. As sondagens apimentam o espectáculo. Todos os dias. E com várias origens E a dizerem que está tudo em aberto. Que o resultado final é uma incógnita. O que está certo. É a regra do espectáculo. O que seria de um jogo de futebol em que houvesse um vencedor antecipado?

publicado por José Manuel Constantino às 10:37

24
Mai 11

«Vejo esta crise com muita apreensão, com muito desgosto, com alguma vergonha. Estou convicto que esta crise era evitável se à frente do país estivessem pessoas competentes, isentas, pessoas que não se considerassem responsáveis por clubes, mas que se considerassem responsáveis por todo um povo, cuja sorte depende muito deles. E fico muito irritado quando, por parte desses senhores, que nós escolhemos e a quem pagamos generosamente, vejo justificar que esta crise impensável por que estamos a passar, é resultante de uma crise mundial. Há pontas de verdade nesta justificação. Esta crise, embora agravada por situações internacionais, é uma crise que já podia ter sido debelado por nós há muito tempo, se nós não andássemos a estragar o dinheiro que precisávamos para o pão de cada dia.(...) Estas situações, da maneira como estão a ser agravadas e, sobretudo, da maneira como estão a ser mal resolvidas, podem ser focos muito perigosos de um incêndio que em qualquer momento pode surgir e conduzir a uma confrontação e a uma desobediência civil generalizadas (...). Mete-me uma raiva especial quando vejo o governo a justificar as suas políticas e as suas preocupações de manter e conservar e valorizar o estado social do país. Pois se há alguém que esteja a destruir o estado social do país, é o governo, com o que se passa a nível da saúde, a nível da educação, a nível da vida das famílias, dos impostos, dos remédios, mas que tem só atingido as pessoas menos capazes, enfim as pessoas que andam no chão, as pessoas que estão cada vez com mais dificuldades em viverem o dia-a-dia, precisamente por causa destas medidas do governo.»

 

D. Manuel Martins, antigo Bispo de Setúbal à antena1,(retirado do blogue Portugal dos Pequeninos)

publicado por José Manuel Constantino às 10:36

23
Mai 11

Não sou particularmente entusiasta daqueles programas televisivos sobre futebol em que os participantes são adeptos de cada um dos chamados três grandes. Mas reconheço que, comparados com os programas de comentário político, têm uma óbvia vantagem. Sabe-se a cor a que cada um pertence. E os interesses que defendem. Igual declaração de interesses por parte dos chamados politólogos que inundam as televisões ajudaria a compreender muito do comentário político que é produzido.

publicado por José Manuel Constantino às 09:52

19
Mai 11

Equipas portuguesas brilham na final da Liga da Europa. E os vencedores exultaram com o êxito. E expressaram essa alegria enrolando ao corpo as bandeiras dos respectivos países. Muitas bandeiras. De muitos países. Até Cabo Verde. Mas sem uma única bandeira portuguesa.

publicado por José Manuel Constantino às 11:06

18
Mai 11

Três partidos assinaram um programa de ajuda externa que é um verdadeiro programa de governação. O PSD diz ao que vai; o PS critica ao que vai o PSD e não fala daquilo a que ele próprio vai; o CDS é mais original: tenta passar entre os pingos da chuva ignorando o que subscreveu. Em resumo: PSD e PS sabem o que os espera mas por razões de táctica eleitoral seguem caminhos distintos. O CDS inventa.E até admite Paulo Portas candidato a primeiro-ministro.Pobre país.

publicado por José Manuel Constantino às 16:05

17
Mai 11

Que saudades do tempo em que o  PCP usava a cassete. Mas José Sócrates apropriou-se do método. E a cópia é pior que o original.

publicado por José Manuel Constantino às 11:12

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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