Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

28
Nov 11

Campeia muita demagogia em torno da frota automóvel ao serviço do Estado. Por vezes, evita-se a sua renovação com receio da crítica pública. E mantêm-se viaturas com elevadas quilometragens que são um sorvedouro de recursos em manutenção e de risco para a segurança dos utilizadores. A solução está no bom-senso e equilíbrio na aquisição de viaturas para serviço do Estado, impondo um limite razoável  ao respectivo valor comercial .Algo que este ministro não soube respeitar. Para quem tomou posse de vespa …..melhor fora que não tivesse chamado a  atenção sobre tão insólita opção. Porque afinal, está à vista, foi sol de pouca dura…

publicado por José Manuel Constantino às 15:42

25
Nov 11

O tempo de governação do actual executivo revelou algo que era perceptível aquando da sua constituição: uma elevada percentagem de membros do executivo e dos gabinetes de apoio sem experiencia política. Recrutados quer nas juventudes partidárias, quer em alguns conhecidos escritórios de advogados a estrutura dirigente sofre de um acentuada adolescência política. Alguns encontrarão nesse facto uma vantagem. Gente nova não transportará vícios da classe política instalada e possuirá uma desenvoltura e arejamento que só trarão benefícios à governação. Mas a capacidade e a competência não têm idade. Pelo que o problema é menos geracional e mais meritocrático. Que provas deram na vida cívica aqueles que são escolhidos para governantes e adjuntos de governantes? Tem currículo profissional ao serviço da causa pública? Têm obra relevante que responda pela sua competência? Sabem interpretar o sentido de missão do serviço público?

Uma das coisas que tem causado maior perplexidade no governo tem sido a opção por soluções políticas, sobretudo em matéria de impostos e salários dos funcionários públicos em oposição às posições defendidas pelo PSD quando era oposição. Reler o que publicaram em livro, Pedro Passos Coelho (Mudar) ou Álvaro Santos Pereira (Portugal na Hora da Verdade – Como Vencer a Crise Nacional), é um exercício severo e doloroso. Invocam, agora, que as realidades que encontraram são diferentes da que supunham existir. Resta por explicar se a surpresa não resulta do facto de se terem preparado mal. De não terem estudado a realidade. De se equivocarem sobre o que estudaram. E, a ser assim, não estaríamos perante algo de inesperado mas de algo que não foi devidamente acautelado.

A justificação (ou desculpa?) encontrada (surpresa no que encontraram) acaba por ser um remake de governações anteriores. Um sinal de mais do mesmo. Foi assim com Durão Barroso e com José Sócrates sempre que se tratou de aumento da carga fiscal. Sempre em oposição a si próprios enquanto foram oposição. Fazendo o contrário do que defenderam. E sempre clamando por coerência.

 A similitude destes comportamentos demonstram que não são as diferenças geracionais que introduzem diferenças no modo de justificar a governação. Ou dito de outro modo, apesar do lugar-comum: de falar verdade aos portugueses!

 

Publicado no Primeiro de Janeiro de hoje

publicado por José Manuel Constantino às 12:19

23
Nov 11

A Madeira não é apenas uma região do país que se constituiu como um enorme encargo para as finanças públicas. Está, aos poucos, a transformar-se num enorme encargo para a democracia.

publicado por José Manuel Constantino às 14:48

22
Nov 11

Aqui

publicado por José Manuel Constantino às 17:30

21
Nov 11

A candidatura do fado a património cultural imaterial da UNESCO –e não como por aí se anda a dizer a Património Mundial da Humanidade- é um propósito sério e meritório. Que deve evitar propósitos distintos do objectivo pretendido: assinalar e consagrar internacionalmente um marco cultural genuinamente português.

publicado por José Manuel Constantino às 16:43

18
Nov 11

O que se espera da titular do cargo de ministra da justiça é que seja determinada na sua missão de regulação e supervisão do sistema de justiça e que o faça de modo competente, inspirando confiança, bom senso e moderação. A actual titular do cargo está permanentemente amarga, zangada e, por vezes, regressa à sua condição de comentadora política no papel de ministra. Ontem colocou mais um pouco de gasolina em cima da fogueira. O timbre e colocação da voz também não ajudam.Alguma contenção verbal só a ajudariam.

publicado por José Manuel Constantino às 10:36

17
Nov 11

A troika propõe a redução de salários no privado. O patronato prefere o aumento da jornada de trabalho. Trocado por miúdos propõem o mesmo: baixar salários. O que os distingue é apenas o modo.Com uma significativa diferença. A baixa nominal do salário reduz a base da arrecadação fiscal. A baixa por via aumento do horário mantém-na.

publicado por José Manuel Constantino às 11:42

16
Nov 11

Numa noite de festa e consagração Paulo Bento não evitou em falar dos ausentes. Louve-se a frontalidade. Mas registe-se a inoportunidade.

publicado por José Manuel Constantino às 14:38

15
Nov 11

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, acusou os guardas prisionais de receberem horas extraordinárias enquanto dormem. Se assim é não se compreende que se não responsabilize quem os escala e quem lhes paga mesmo estando eles a dormir. E se estão a dormir não é porque o serviço extraordinário é dispensável. Ou é necessário mas não é cumprido?

publicado por José Manuel Constantino às 16:55

14
Nov 11

O ministro da economia numa sessão no Parlamento anunciou que “2012 vai marcar o fim da crise" para logo a seguir corrigir o que disse ficando-se apenas por 2012 marcar o” início do fim da crise”.Convenhamos que não é bem a mesma coisa. Mas é a mesma coisa que disseram Manuel Pinho (2006) e José Sócrates (2009).O resultado da  previsão está à vista.

publicado por José Manuel Constantino às 17:03

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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