Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

30
Mar 12

O Presidente da República é criticado. O Primeiro-ministro é criticado. Os políticos são criticados. Os polícias são criticados. Os empresários são criticados. Os juízes são criticados. Os médicos são criticados.Os jornalistas são criticados. Os funcionários públicos são criticados. Angela Merkl é criticada. Sarkozy é criticado. Durão Barroso é criticado. O Papa é criticado. Toda a gente é criticada. Por que devem os árbitros ser exceção?

publicado por José Manuel Constantino às 10:59

28
Mar 12

Aqui.

publicado por José Manuel Constantino às 16:39

26
Mar 12

Eis uma coisa que era impensável em Portugal. Por cá, os financiamentos aos partidos políticos são  por motivos altruístas, por profunda convicção ideológica e até programática e sem esperar receber nada em troca.

publicado por José Manuel Constantino às 12:29

23
Mar 12

Não sei se é treino a mais ou a menos, mas há uma congénita incapacidade da polícia portuguesa na proporcionalidade da aplicação de medidas repressivas e nos seus destinatários.Porque se há gente que tudo faz para as merecer ,não parece que quem se limita a fotografar esteja a cometer alguma ilegalidade.

publicado por José Manuel Constantino às 16:57

21
Mar 12

O valor real das dívidas das autarquias promete mais um folhetim em torno da novela do défice público. E o modo como tradicionalmente o problemas das dívidas é tratado, anatematizando os devedores como a origem dos nosso males, expia as responsabilidade coletivas do Estado e lança o opróbrio sobre as autarquias, que, no futuro, tenderão a ser mais administração e menos poder local. O propósito colherá aplausos no populismo reinante contra os políticos gastadores. Mas como duvido que o pais ganhe com  isso, seria bom e inteligente que os autarcas se não colocassem  a jeito.

publicado por José Manuel Constantino às 17:22

20
Mar 12

Nesta notícia não sei o que é verdade ou não. Mas inquieta-me o admitir a possibilidade que a vida pública num tema de tão grande importância, como é o da segurança, possa ser instrumentalizada por lógicas como as que o título do artigo sugere.

publicado por José Manuel Constantino às 16:42

16
Mar 12

O Presidente da República terá razões para escrever o que escreveu a propósito de José Sócrates. Mas mais importante do que fazer um juízo de valor sobre o que o Presidente da República acaba de escrever em relação a um ex-primeiro ministro é discutir a sua oportunidade. E claramente, aqui, o Presidente da República errou.

O país vive uma delicada situação social fruto de constrangimentos financeiros muito graves que o obrigaram a recorrer a uma ajuda externa em condições de extrema severidade. Os partidos que assinaram os termos dessa ajuda tudo devem fazer para minorar os seus efeitos. E nenhum deles pode lavar as mãos na responsabilidade pela situação atingida. Não podem deixar de ser solidários com o que assinaram.

O exercício presidencial deve fomentar esse sentido de responsabilidade evitando sentimentos de reserva ou de quebra à prática dessa responsabilidade. O que obriga o Presidente da República não a estar acima de questões políticas domésticas mas a geri-las de modo a não acrescentar problemas aos problemas já existentes. Deve para tanto ser um fator de aproximação e o seu exemplo valerá por mil palavras. Colocar no espaço público o modo como um ex-governante se posicionou em relação a esta ou aquela matéria é um risco muito elevado para a magistratura presidencial. Mas também para a defesa da dignidade do cargo. Que requer prudência e discrição e dispensa polémicas que, nesta altura, pouco acrescentam, à governabilidade do país.

O nosso caminho é estreito. Pouco ganharemos se não nos concertarmos no essencial. O país precisa de um Presidente da República que atente à realidade social e que ajude aos seu atores políticos e sociais a superar as dificuldades. Dispensa um presidente que avoque o ajuste de contas por mais razões que lhe assistam. Dificilmente o pais ganhará com discussões à volta da responsabilidade deste ou daquela ator político que os portugueses avaliaram e julgaram, quando votaram. Provocar José Sócrates é, de um modo ou de outro, provocar o PS.É, neste momento, um exercício dispensável para o país. E o Presidente da República não deve alimentar este tipo de polémicas.

Cavaco Silva nas suas memórias políticas terá então oportunidade de escrever o que por bem entender e, porventura, acrescentar algo mais. Mas não, agora, como Presidente da República.

 

Publicado na edição de hoje do Primeiro de Janeiro

publicado por José Manuel Constantino às 09:39

15
Mar 12

O peso dos procedimentos burocráticos sobre a administração pública sempre foi grande.Com a necessidade de monitorizar a evolução da despesa pública aumentaram os procedimentos. Todas as semanas, com origem diversa, repetem-se pedidos de informação, com prazos de resposta curta, nalgumas circunstâncias repetindo-se o que já se informara. Responder a tudo o que pedem, obriga os serviços, não a concentrarem-se naquilo que é a sua missão-atender e servir os cidadãos -mas a responder à burocracia do Estado. E não se podendo evitar que o Estado seja informado do modo como os seus diferentes serviços gerem a coisa pública é de exigir que não solicite o que já se solicitou e que  não solicite o que não vai usar. As gorduras e as despesas do Estado não são apenas instituições e organismos a mais. São também rotinas e procedimentos dispensáveis.

publicado por José Manuel Constantino às 10:53

13
Mar 12

O governo espanhol decidiu alterar aquilo a que estava obrigado (o valor do défice para 2012), em nome da defesa da economia e dos interesses espanhóis e os ministros das finanças da zona euro aceitaram. O que confirma que, em política europeia, é sempre possível mudar as regras a meio do jogo. Mesmo que as regras com que o jogo se iniciou tenham sido aceites por quem agora forçou a mudá-las. Fica a lição para os que, invocando as regras, se recusam a forçar a mudança. Mesmo que isso prejudique aqueles que representa.

publicado por José Manuel Constantino às 10:29

12
Mar 12

Já agora para além de rezar a pedir que chova, bem se podia alargar a oração e pedir mais alguma coisa que não dependesse da natureza, mas da vontade dos homens: trabalho e uma vida digna.

publicado por José Manuel Constantino às 18:07

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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