Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

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O primeiro-ministro explicou porque não anunciou previamente a suspensão do regime de reformas antecipadas: o receio que ocorresse o mesmo que sucede com a corrida às bombas de gasolina quando se anunciam aumentos. Não o disse desta forma mas o resultado é este. Já se tinha percebido antes mesmo da explicação. Que depois de ter sido assumida coloca um problema mais grave e profundo: o de saber quais são os limites éticos à gestão do anúncio de decisões governativas. É que um governo é apenas o mandatário de um poder cuja soberania reside no povo. E a confiança, que é uma pedra basilar de democracia, não se constrói com truques e espertezas que escondem o que se decidiu para que as pessoas não possam beneficiar de um regime que nunca lhes foi dito que ia ser alterado. Fazer o que se fez tem um nome feio.  

publicado por José Manuel Constantino às 11:46

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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