Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

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Fev 06
O biquini é um fato de banho constituído por duas peças que servem para, nas mulheres, cobrir a zona dos seios e a parte anterior e posterior da púbis. Parece que a origem desta peça de vestuário se deve a um costureiro francês, de seu nome Louis Reard. O nome de biquini terá sido inspirado num topónimo de um atol do arquipélago Marshall existente no Oceano Pacífico.
É provável que esta origem francesa esteja correcta porque, em Portugal, os primeiros biquinis que surgiram eram precisamente de turistas francesas. Recordo-me, na praia da Nazaré, que uma francesa de biquini era motivo de peregrinação, individual ou em grupo, para mirar aquela revolução nos usos e costumes de mostrar o corpo na praia. Então as mulheres bonitas e feias tinham equivalente atenção e apreciação. O que era preciso era usar biquini.
Nessa altura, já lá vão quarenta anos, o biquini tinha pano a mais, comparado com o seu equivalente actual. Era muito o que cobria e pouco o que destapava. Mas para a época foi uma revolução. Lenta mas progressivamente, as mulheres portuguesas, começaram a aderir à moda.
O biquini deu, anos mais tarde, origem ao monoquini. Dispensou a parte de cima e ficou apenas com a de baixo, a tanga. Também foi uma evolução muito apreciada, embora o grau de adesão tenha sido, apesar de tudo, inferior.
Esta talvez seja a razão que explica que os costureiros e as pessoas ligadas à moda tenham investido sobretudo na evolução do próprio biquini. A peça de cima, o top ou soutien, sofreu as mais interessantes evoluções. Mas foi na peça de baixo, a tanga, que houve, a esse nível, uma autêntica revolução. No tamanho e na configuração. Começou pela parte posterior da tanga com a introdução do modelo do fio dental, muito usado pelas mulheres brasileiras, e adaptado mais tarde à roupa interior feminina e, está agora, a evoluir ao nível da parte da frente com significativas alterações. É uma verdadeira arte.Costuma até dizer-se, numa observação um pouco brejeira, que o que distingue um bom biquini, não é o que cobre, mas o que se imagina estar coberto. Ou seja, o biquini é também um precioso auxiliar da fantasia.
Questão menos abordada, mas também muito importante, é a utilização do biquini como metáfora na gestão de recursos humanos.
O tempo, esse bem precioso, porque escasso e perecível , é muitas vezes mal utilizado. Pessoas que falam muito para além do necessário. Pessoas que se não concentram no essencial. Pessoas que iniciam uma exposição e têm dificuldade em concluir. A essas pessoas deve-se apelar que, ao falarem, usem a técnica de um bom biquini: curto, atractivo e cobrindo o essencial.

publicado por José Manuel Constantino às 08:48

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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