Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

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Dez 11

Não sei se é verdade ou não o conteúdo de noticias que começaram a circular a propósito das remunerações do maquinistas da CP. Qualquer que elas sejam, decorrem de contratos livremente celebrados na empresa entre empregadores e empregados. E se o respectivo sindicato tem dinheiro para pagar os dias de greve dos maquinistas a estes se deve porque para esse feito descontaram nos seus salários.É um problema que só a eles respeita. O problema é outro e diz respeito a todos nós.Os maquinistas da CP não ignoram a situação financeira da empresa onde laboram e o custo que tem uma paralisação  para uma empresa fortemente financiada com dinheiros públicos. É um custo para todos os contribuintes. E também sabem que no Natal e fim-de-ano muitos são os portugueses que precisam de se deslocar de comboio. Utilizar o dinheiro de todos e as necessidades de muitos para resolver problemas próprios por muito legítimo que seja o motivo da paralisação, é socialmente insustentável. E isto parece que os maquinistas e o seu sindicato não entendem.

publicado por José Manuel Constantino às 14:43

Os comentador que me antecedeu é a vergonha do país, não sabe escrever e não sabe respeitar os outros, os maquinistas ganham 1100€ e não precisando da minha defesa não precisam também da ignorância de sua exa. Chulos são os governantes que temos.
jb a 27 de Dezembro de 2011 às 21:47

E V. EXa acha q 1100€ é pouco?!? Por favor... todos os portugueses gostariam de ganhar esse ordenado... e 1100, deve ser ordenado base, não?
Boa noite
jpmnc a 27 de Dezembro de 2011 às 22:15

Ainda que em Portugal se ganhe mal generalizadamente, não se pode culpar quem ganha menos mal por cahr que ganha pouco. Se acha que 1100€ é muito, veja os salários minímos da zona euro.
Um tipo a 28 de Dezembro de 2011 às 08:52

Não se pode contestar o direito á greve pois esta assim Constituido.Mas quem é prejudicado na greve senão o Povo por quem tanto ordenam?
Porque se fazem greves nas horas e dias que mais embaraço e prejuizo dão?
Não haveria outra solução para não sobrecarregar quem mais precisa ee ajuda para ganhar o seu?
Os ditadores agarram-se ao poder anos e anos...
Os dirigentes sindicais estão lá há anos e anos.Tem explicação?
a.rebola a 27 de Dezembro de 2011 às 22:08

http://www.youtube.com/watch?v=pnKLHXuvDa0

Este rapaz exprime muito bem aquilo que acho acerca disto tudo.
O mal vem de cima.
Na afirmação "o interesse próprio" devem estar a falar do interesse dos que fazem privatizações para vender aos compadrios. Não falem mal dos trabalhadores que esses...coitados
Franlaranja a 27 de Dezembro de 2011 às 22:22

O mais curioso é falaram tanto contra as chefias que têm isto e aquilo mas o que querem não é que eles deixem de ter essas regalias... querem sim ter exactamente as mesmas regalias!! Conheço dezenas de pessoas que andam nos transportes de graça por terem familiares ou amigos a trabalhar na CP por exemplo em qualquer cargo. E queixam-se do quê? Eu tenho 2 trabalhos, 16 horas por dia e dos 2 juntos ganho 1000 euros.
RC a 27 de Dezembro de 2011 às 22:38

A culpa não é dos trabalhadores da CP, é dos governantes corruptos que permitem um salário minímo de 485€/mês.
Um tipo a 28 de Dezembro de 2011 às 08:55

Os trabalhadores da CP descontam também para um fundo de apoio às greves. quem lhes paga os dias de greve são eles proprios. o Manel deveria estar num sindicato que á boa maneira unionista também criasse um fundo de maneio para apoiar as lutas dos trabalhadores do seu sector.
maicardo a 27 de Dezembro de 2011 às 22:53

...."Os trabalhadores da CP descontam também para um fundo de apoio às greves."

Não é verdade, somente os maquinistas, e os que que pertencem ao smaq, é que descontam mensalmente uma percentagem para o fundo de greve, outros trabalhadores da cp não descontam nada para greves,
Anticomuna a 28 de Dezembro de 2011 às 10:34

Estas pessoas só percebem o quanto prejudicam os outros quando lhes calhar a eles. Se os agricultores decidirem todos fazer greve uns dias passamos todos fome.
DM a 27 de Dezembro de 2011 às 23:00

O direito à greve é sagrado quando bem utilizado. Eu sou um privilegiado por não necessitar de utilizar este meio de transporte, por isso serei imparcial na minha análise...A CP é uma empresa pública com défice crónico pago por mim e por todos os outros contribuintes cumpridores. Sendo assim não compreendo este tipo de greve (como a da TAP e outras) que aproveita as épocas de maior tráfego para chantagem das respectivas administrações e enquanto os trabalhadores não tomarem consciência de que estão a ser manipulados por interesses partidários não vão conseguir que a população os apoie.
Um conselho para a administração da CP...Começam a ter dificuldades de tesouraria para pagar os salários de todos os trabalhadores e quando acontecer a quase provável rotura financeira que tal começarem a pagar a partir dos ordenados mais baixos e os de topo(como os dos maquinistas) ficarem para segundas núpcias...Talvez nessa altura comecem a sentir na pele os problemas que deviam ser de todos e não só da administração da CP e de alguns sindicalistas profissionais. Eu nunca trabalhei numa empresa pública, fiz o meu percurso profissional com sucesso sem ter descontado um centavo para qualquer sindicato e sem nunca ter utilizado o meu direito à greve. Também sofri muita injustiça, mas usei o dom da palavra, que é o que falta aos maquinistas que se deixam manipular.
Anónimo a 27 de Dezembro de 2011 às 23:09

Concordo plenamente com o "Anónimo" é uma realidade. esta não tem sentido, se é para a CP "cumprir sentenças", acabar com processos disciplinares???? Não foram para o Tribunal?? Resolvam estes assuntos no Tribunal é para isso que eles existem.. Agora nós não temos a culpa, e somos quem sofremos com isso. Conheço pessoas que trabalham na CP (maquinistas) e sabem quanto levam para casa? (2450,00€) quantos chefes de familia levam apenas 500,00€ e com filhos para dar de comer. Os Sindicatos foram as piores instituições deste País. Destruiram varias fábricas.. Enfim..
FAVP a 28 de Dezembro de 2011 às 11:38

Nao sou maquinista, mas ate podia ser.mas estes insultos,que lhe estao a ser feitos, a eles, ou a quaisquer outros trabalhadores, de outras profissoes, que façam greve para defenderem os seus direitos e condições de trabalho, para melhor servirem a quem deles precisa. das duas uma ou sao ignorantes e nao sabem do que falam, ou sao daqueles que recebem o rendimento minimo,tem computadores e internete pagos por quem trabalha e ainda vem dizer mal. Isto esta como esta nao e por culpa de quem trabalha, mas sim por culpa de quem nos Gover(rouba)na. Insurjam-se, sim contra quem gere (rouba) o pais, nao contra quem trabalha. TENHAM JUIZO
jose costa a 27 de Dezembro de 2011 às 23:16

Há alguma greve que não acabe por causar transtorno a terceiros, directa ou indirectamente? E é por essa razão que não se deve recorrer à greve? Ou cortam-se os direitos, pura e simplesmente? Eu sei o que é ter falta de transportes por causa de greves e ter de recorrer a serviços alternativos. É incómodo, lá isso é, mas contorna-se. Caminharmos para um mundo onde se condena os que ousam reivindicar o respeito pelos seus direitos é que me parece ser uma situação bem mais grave.
Maria a 27 de Dezembro de 2011 às 23:50

O seguinte artigo foi publicado no jornal SOL. Quem ainda conseguir estar ao lado destes tipos depois de ler isto só pode ter um atraso mental...


Os trabalhadores da CP – que estão mais uma vez em greve, nomeadamente, contra os cortes salariais –, têm vencimentos anuais muito acima da média portuguesa. De acordo com a folha salarial da CP a que o SOL teve acesso, um inspector-chefe de tracção recebe 52,3 mil euros, há maquinistas com salários superiores a 40 mil euros e operadores de revisão e venda com remunerações que ultrapassam os 30 mil euros por ano.

No total, os trabalhadores da CP dispõem de 195 itens que contribuem para ‘engordar’ a sua remuneração variável no final do ano. O número atípico de apoios, ajudas e subsídios tem contribuído para que a empresa engrosse a factura com remunerações. Em 2009 foi de 104,5 milhões de euros anuais (segundo os últimos dados disponíveis).

«O salário dos maquinistas, por exemplo, engloba abonos de produção, subsídios fiscais, ajudas de custo e subsídio de agente único», explica fonte oficial da empresa pública. «Só por se apresentar ao trabalho, cada maquinista recebe mais de seis euros por dia, devido ao subsídio de assiduidade».

Os diversos subsídios são resultado das negociações entre as várias administrações que têm passado pela empresa e os sindicatos de trabalhadores ao longo dos anos. Ao todo, representam mais de metade – 54,3% – dos encargos totais com salários.

Apenas em subsídios de condução, a CP gasta cerca de quatro milhões de euros, aos quais se juntam 2,4 milhões de euros em prémios de condução e 3,3 milhões de euros em prémios de chefia.

«O tempo médio de escala dos maquinistas é de oito horas por dia, num total de 40 horas semanais. Mas, em média, o tempo de condução está entre as três e as quatro horas diárias», sublinha a mesma fonte.

Já as diuturnidades (subsídio por antiguidade) custam 3,3 milhões de euros à empresa e os gastos o pagamento por trabalho em dias de descanso não compensados ascendem aos 4,5 milhões de euros.

Os trabalhadores da CP estão em greve às horas extraordinárias até ao final de Abril, devido ao anúncio de 815 despedimentos no grupo e aos cortes salariais exigidos pelo Governo. A CP prevê «fortes perturbações» na circulação de comboios, durante o dia de hoje.

Também no Metropolitano de Lisboa, outra empresa detida pelo Estado, existem vencimentos de luxo. Há uma secretária administrativa que recebeu 64,6 mil euros em 2009, dos quais 5,7 mil dizem respeito a subsídios de carreira administrativa.

No total, existem 14 técnicos superiores que ganham mais do que os vogais do conselho de administração. Um destes técnicos auferiu 114 mil euros em 2009, mais 42 mil euros do que o chairman.
Carlos a 27 de Dezembro de 2011 às 23:53

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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