Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

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Dez 11

Não sei se é verdade ou não o conteúdo de noticias que começaram a circular a propósito das remunerações do maquinistas da CP. Qualquer que elas sejam, decorrem de contratos livremente celebrados na empresa entre empregadores e empregados. E se o respectivo sindicato tem dinheiro para pagar os dias de greve dos maquinistas a estes se deve porque para esse feito descontaram nos seus salários.É um problema que só a eles respeita. O problema é outro e diz respeito a todos nós.Os maquinistas da CP não ignoram a situação financeira da empresa onde laboram e o custo que tem uma paralisação  para uma empresa fortemente financiada com dinheiros públicos. É um custo para todos os contribuintes. E também sabem que no Natal e fim-de-ano muitos são os portugueses que precisam de se deslocar de comboio. Utilizar o dinheiro de todos e as necessidades de muitos para resolver problemas próprios por muito legítimo que seja o motivo da paralisação, é socialmente insustentável. E isto parece que os maquinistas e o seu sindicato não entendem.

publicado por José Manuel Constantino às 14:43

Não podia estar mais em desacordo com essa opinião, porque isso seria extensível a uma qualquer empresa privada que produza um bem de primeira necessidade e se os seus trabalhadores fizessem greve para salvaguardar os seus direitos.
Não sei se estará ao corrente mas a greve é um direito de qualquer cidadão que pretenda melhores condições ou protestar contra a degradação das mesmas e aí não há qualquer egoísmo, apenas de quem critica.
Y2K a 27 de Dezembro de 2011 às 19:00

Comecei a fazer greves ainda elas eram proibidas,no tempo do fascismo.Hoje felizmente ,a greve é um direito dos trabalhadores.É uma conquista da sociedade democrática.Infelizmente continua a ser proibida nas ditaduras de direita e nos regimes comunistas.Não questiono o direito à greve dos maquinistas .Questiono uma luta que não é pela melhoria das condições de trabalho,que não é contra o patronato, mas contra os que utilizam os comboios,a maior parte deles simples trabalhadores sem acesso a viatura inidividual, numa empresa que temos de pagar.A defesa legitima dos direitos de alguns não pode ser contra os interesses e dirteitos de outros.

A Greve na CP

Primeiro lamento o desconhecimento dos intervenientes sobre o assunto.
Depois vou tentar explicar a realidade aos 5 intervenientes.

Ponto 1. O sindicato dos maquinistas sempre pagou as greves dos seus associados, para isso eles descontam livremente entre 300 a 400 Euros por ano.

Ponto 2. A greve é para cumprir acordos celebrados e decisões do Supremo Tribunal Administrativo do ano 2010 e ainda não cumpridas.

Ponto 3. Sobre os Horários tens muita razão, a estação da rede ferroviária mais segura contra incêndios não suporta o trafego que lá lhe colocaram. Foi mal concebida, foi feita à pressa para a EXPO, e tem uma via quadrupla inacabada.

Ponto 4. Com um sistema tarifário obsoleto, tem mais de 100 anos não podes esperar outra coisa. É necessário uma taxa para quem circula de comboio em Lisboa e só depois é que deve ser calculado o bilhete para te levar para a terra. Deves poder entrar no Cais do Sodré ou em Belém e saíres no Rossio, em Benfica, no Oriente ou em Santa Apolónia com um único titulo como fazes quando andas de metro.

Os maquinistas não são os incompetentes gestores que estão colocados à frente da Empresa a ganharem 1500contos por mês, os maquinistas ganham só, os mais bem pagos 250 contos por mês.

A Greve bastava que fosse para cumprir a decisão do Supremo Tribunal Administrativo já era justa, mais o resto é mais que justa.
Dinis Veiga a 27 de Dezembro de 2011 às 22:09

Caro Dinis Veiga, por muito que se desdobre em justificações e explicações, isso não lhe dá razão nenhuma na defesa da greve, se, como afirma, se trata de um incumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo, casos de Tribunal, são resolvidos em Tribunal, o dinheiro que o sindicato gasta a pagar os dias de greve, que o empregue num processo judicial contra a empresa incumpridora e assim não inferirá negativamente, na vida de quem não tem culpa nenhuma, em vez da justificação que tenta dar, seria muito mais credível e honesto, se dissesse; os maquinistas optaram pela greve no período de Natal e Ano Novo para passar estes dias em família, como não sei a idade do meu amigo, não lhe posso lembrar uma greve feita no tempo do faxismo, pela Carris, onde ninguém parou, apenas não cobravam bilhetes, prejudicar a empresa e poupar os seus utentes, se assim fosse teriam o apoio de toda a gente
Joaquim Gil a 27 de Dezembro de 2011 às 22:58

O assunto que o supremo decidiu arrasta-se à 15 anos, como sabe os maquinistas não fazem serviço comercial, não interferem com pagamentos e recebimentos, nem controlo de títulos e não é de esperar mais 15 anos por outra decisão que obrigue ao cumprimento.

Dou-lhe outra informação à frente da Tranved, esta o Sr. Pires da Fonseca e à frente da CP Lisboa está a Sr.ª Claudia de Freitas, veja o que são um ao outro e à frente da CP está quem lá foi colocado para desmantelar a CP.
Sobre a greve da Carris em 69, foi outra época, e o meu amigo só não anda à borla na CP Lisboa porque precisa passar nas gates existentes na linha de Sintra.
Existem estações onde as maquinas estão avariadas à meses e os clientes que não tem passe viajam à borla. O escandalo teve proporções que acabaram com os ¼ de bilhete, mas ainda ficou com os meios para passar as gates.
Dinis Veiga a 27 de Dezembro de 2011 às 23:40

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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