Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

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Não sei se é verdade ou não o conteúdo de noticias que começaram a circular a propósito das remunerações do maquinistas da CP. Qualquer que elas sejam, decorrem de contratos livremente celebrados na empresa entre empregadores e empregados. E se o respectivo sindicato tem dinheiro para pagar os dias de greve dos maquinistas a estes se deve porque para esse feito descontaram nos seus salários.É um problema que só a eles respeita. O problema é outro e diz respeito a todos nós.Os maquinistas da CP não ignoram a situação financeira da empresa onde laboram e o custo que tem uma paralisação  para uma empresa fortemente financiada com dinheiros públicos. É um custo para todos os contribuintes. E também sabem que no Natal e fim-de-ano muitos são os portugueses que precisam de se deslocar de comboio. Utilizar o dinheiro de todos e as necessidades de muitos para resolver problemas próprios por muito legítimo que seja o motivo da paralisação, é socialmente insustentável. E isto parece que os maquinistas e o seu sindicato não entendem.

publicado por José Manuel Constantino às 14:43

A Greve na CP

Primeiro lamento o desconhecimento dos intervenientes sobre o assunto.
Depois vou tentar explicar a realidade aos 5 intervenientes.

Ponto 1. O sindicato dos maquinistas sempre pagou as greves dos seus associados, para isso eles descontam livremente entre 300 a 400 Euros por ano.

Ponto 2. A greve é para cumprir acordos celebrados e decisões do Supremo Tribunal Administrativo do ano 2010 e ainda não cumpridas.

Ponto 3. Sobre os Horários tens muita razão, a estação da rede ferroviária mais segura contra incêndios não suporta o trafego que lá lhe colocaram. Foi mal concebida, foi feita à pressa para a EXPO, e tem uma via quadrupla inacabada.

Ponto 4. Com um sistema tarifário obsoleto, tem mais de 100 anos não podes esperar outra coisa. É necessário uma taxa para quem circula de comboio em Lisboa e só depois é que deve ser calculado o bilhete para te levar para a terra. Deves poder entrar no Cais do Sodré ou em Belém e saíres no Rossio, em Benfica, no Oriente ou em Santa Apolónia com um único titulo como fazes quando andas de metro.

Os maquinistas não são os incompetentes gestores que estão colocados à frente da Empresa a ganharem 1500contos por mês, os maquinistas ganham só, os mais bem pagos 250 contos por mês.

A Greve bastava que fosse para cumprir a decisão do Supremo Tribunal Administrativo já era justa, mais o resto é mais que justa.
Dinis Veiga a 27 de Dezembro de 2011 às 22:09

Caro Dinis Veiga, por muito que se desdobre em justificações e explicações, isso não lhe dá razão nenhuma na defesa da greve, se, como afirma, se trata de um incumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo, casos de Tribunal, são resolvidos em Tribunal, o dinheiro que o sindicato gasta a pagar os dias de greve, que o empregue num processo judicial contra a empresa incumpridora e assim não inferirá negativamente, na vida de quem não tem culpa nenhuma, em vez da justificação que tenta dar, seria muito mais credível e honesto, se dissesse; os maquinistas optaram pela greve no período de Natal e Ano Novo para passar estes dias em família, como não sei a idade do meu amigo, não lhe posso lembrar uma greve feita no tempo do faxismo, pela Carris, onde ninguém parou, apenas não cobravam bilhetes, prejudicar a empresa e poupar os seus utentes, se assim fosse teriam o apoio de toda a gente
Joaquim Gil a 27 de Dezembro de 2011 às 22:58

O assunto que o supremo decidiu arrasta-se à 15 anos, como sabe os maquinistas não fazem serviço comercial, não interferem com pagamentos e recebimentos, nem controlo de títulos e não é de esperar mais 15 anos por outra decisão que obrigue ao cumprimento.

Dou-lhe outra informação à frente da Tranved, esta o Sr. Pires da Fonseca e à frente da CP Lisboa está a Sr.ª Claudia de Freitas, veja o que são um ao outro e à frente da CP está quem lá foi colocado para desmantelar a CP.
Sobre a greve da Carris em 69, foi outra época, e o meu amigo só não anda à borla na CP Lisboa porque precisa passar nas gates existentes na linha de Sintra.
Existem estações onde as maquinas estão avariadas à meses e os clientes que não tem passe viajam à borla. O escandalo teve proporções que acabaram com os ¼ de bilhete, mas ainda ficou com os meios para passar as gates.
Dinis Veiga a 27 de Dezembro de 2011 às 23:40

Sr Dinis Veiga, não lhe quero chamar mentiroso mas eu conheço pessoalmente 3 maquinistas da CP que ganham 500 contos (2500 euros) por mês, sem contar com inúmeros subsídios e direitos. Além disso o horário de trabalho e o próprio trabalho é digamos... de sonho!
Ricardo Costa a 28 de Dezembro de 2011 às 15:38

Caro Dinis Veiga, pelo que me deixa entender, pensa que estou a fazer a defesa da Administração da CP, está enganado, não defendo esta, nem nenhuma Administração de empresas públicas, precisamente porque sei como são feitas as nomeações, onde a apreciação da competência não conta para o currículo, apenas sou acérrimo defensor daqueles que, nada têm a ver com o assunto e são os únicos prejudicados, os utentes, sendo a greve um direito, não se deve abusar desse direito, os maquinistas não estão a passar fome nem têm dificuldades como têm aqueles a que os maquinistas estão a acrescentar mais uma, o conhecimento que eu tenho, é que estes senhores querem que lhes sejam retirados os processos que têm por não cumprimento de serviços mínimos, o serviço mínimo é uma lei e as leis, mesmo que injustas são para ser cumpridas, até serem revogadas. Cumprimentos!!
Joaquim Gil a 28 de Dezembro de 2011 às 17:15

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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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