Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,vem a vida e muda as perguntas

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Out 06

Um Orçamento de Estado sem grandes surpresas. Mais despesa, menos investimento. Um socialismo especial: musculo e firmeza perante algumas dimensões sociais do Estado (trabalho, saúde,educação, segurança social); tolerância perante o poder económico e o núcleo fundamental do poder financeiro; penalização ao trabalho e incentivo ao capital. A direita vai dizer que a penalização ao trabalho ainda é pouca e que o Estado continua a gastar demasiado. A outra esquerda vai protestar e um dia destas regressa à rua a gritar “25 de Abril sempre”.Ambos têm razão. O estado central continua a gastar demasiado consigo próprio e a democracia é para ficar. O problema é outro. Nem esquerda, nem direita sabem como a partir do Estado o país se deve organizar.Com a dimensão que tem, com os recursos possíveis e com a economia que o sustenta. Ao não querer repensar as funções do Estado ( e não me recordo de uma iniciativa legislativa da actual maioria que não tenha acrescentado novas e mais complexas funções ao Estado…)  é impensável que parte da riqueza nacional não seja para o sustentar. E com ele é a economia que se atrasa. O orçamento de Estado deveria traduzir uma política. De há muitos anos que é a política que se tem de adaptar ao orçamento. Dito de outro modo: é o Ministro das Finanças que manda no Conselho de Ministros.

publicado por José Manuel Constantino às 11:56

Outubro 2006
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Autor: JOSÉ MANUEL CONSTANTINO
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